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Ken Levine pretende criar enredos menos lineares

Após nos dar enredos fantásticos como os do System Shock 2 e BioShock, Ken Levine se mostra cansado de criar história lineares e diz que trabalhará para criar narrativas que nos permitam escolher os caminhos a serem seguidos.

25/03/2014 às 11:30

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A carreira de Ken Levine provavelmente será lembrada pelos ótimos enredos presentes nos jogos que ajudou a criar, mas durante uma palestra realizada na Game Developers Conference, o roteirista e game designer mostrou algum descontentamento com o que tem feito e falou sobre como pretende fazer com que suas próximas criações tenham histórias que possam ser contadas mais de uma vez.

Estou orgulhoso do que fizemos com a narrativa linear, mas pessoalmente tenho feito isso pelos últimos 19 anos. O problema com a narrativa é que você meio que tem que continuar a tornando maior, maior e maior. Isso consume muito tempo, se torna caro e você dedica anos e anos da sua vida a este tipo de grande momento. Você envia o jogo, ele é lançado e as pessoas os jogam. Ele possui 12 horas de duração e as pessoas tem uma grande experiência, você vê cosplayers e fãs por alguns anos, mas você não tem um compromisso constante com o público. A Narrativa linear coloca um limite entre o desenvolvedor e o público.

Levine disse ainda que todo o processo de manter segredo sobre o enredo do jogo é algo muito estressante e que criar enredos tão lineares acaba impedido aquilo que é o grande diferencial dos jogos eletrônicos, que é permitir que as pessoas sigam na aventura da maneira que preferirem.

Segundo ele, a ideia então seria criar o que chama de “experiência guiada pela narrativa”, onde elementos da história seriam não-lineares e poderiam interagir uns com os outros, sempre sendo disparados por ações do jogador. A promessa é de que o sistema não seja muito complicado, permitindo que sempre saibamos quando alguma decisão será tomada por nós e um exemplo foi a possibilidade de escolhermos entre dois NPCs para namorarmos, sendo que um teria uma personalidade que mais nos agrada e o outro nos daria vantagens na jogabilidade.

No fundo, a proposta de Levine não é muito diferente daquilo que algumas empresas tem feito há alguns anos, como é o caso da BioWare, mas mesmo que o game designer não consiga entregar algo muito inovador, acho que sua habilidade de contar boas história merece ser levada em consideração e se ele for capaz de nos entregar enredos mais abertos, mas com a mesma qualidade de um BioShock, eu não ficarei nem um pouco chateado.

Fonte: The Verge.

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