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Que tal usar um smartphone para coletar seus exames de sangue?

Pesquisadores suíços estudam adesivo que ao ser aplicado no display de smartphones seria capaz de realizar um exame de coagulação do sangue completo

19/03/2014 às 12:00

blood-stick Nossos smartphones podem ser diversas coisas: computador de bolso, console portátil, câmera fotográfica, bloco de notas, monitor cardíaco e dizem, até telefone. Ultimamente temos visto até iniciativas para transformar nossos aparelhinhos até mesmo em estações coletoras de exames de vista, como mostram o Peek e o EyeGo.

Entretanto uma coisa que muita gente sequer cogitou por razões óbvias seria a capacidade de um smartphone fazer exames de sangue simples. Até agora.

A sartup QlouldLab, ligada ao laboratório de microengenharia da EPFL (Escola Técnica Federal de Lausanne, Suíça) estuda método de facilitar a coleta de sangue de pacientes que precisam fazê-lo constantemente para monitorar sua taxa de coagulação, sejam hemofílicos ou pacientes que estejam sob tratamento de anticoagulantes. Como eles precisam de monitoração constante, se deslocar até o hospital constantemente chega a ser incômodo, e um assistente próximo poderia resolver esse problema e ainda fazer a comunicação com os médicos. É aí que o smartphone entra. Não, ninguém está pensando em pingar sangue diretamente na tela de seu iPhone, um adesivo faz o truque.

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A ideia é simples; o paciente aplica um adesivo de apenas alguns micrômetros de espessura na tela do smartphone, preparado para absorver os fluídos do paciente. Ao pingar uma gota no adesivo, o sangue fluirá através de seus microcanais e entrará em contato com uma molécula que iniciará o processo de coagulação. O display do smartphone, que é preparado para identificar onde a corrente foi interrompida (ou seja, onde foi tocado; no caso os pontos onde o sangue coagulou) detecta com precisão qual o caminho que o sangue percorreu, e o app pré-instalado traduz essa "trilha" para um coagulograma.

O adesivo ainda está em fase de testes e a equipe da QloudLab espera demonstrar um protótipo funcional em 2015; se der certo pode simplificar e muito a vida de pessoas que dependem de monitoramento do médico constante apenas para realizar esse exame, já que o app se encarregaria de enviar os resultados para os responsáveis automagicamente. Além disso esse estudo pode permitir a adaptação do adesivo para outros tipos de exames como os de glicemia que todo diabético precisa realizar periodicamente, eliminando a necessidade de adquirir um testador dedicado.

Fonte: EPFL via CNet.

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