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Fabricantes de smartphones serão forçados a usar micro-USB em seus aparelhos na União Europeia em 2017

Agora vai? União Europeia decide pelo fim dos múltiplos formatos de carregadores mobile: conector micro-USB deverá ser adotado pelos fabricantes até 2017

17/03/2014 às 12:30

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E parece que agora vai. O Parlamento Europeu aprovou quase que por unanimidade (550 votos a favor, 12 contra e 8 abstenções) uma nova lei obrigando fabricantes de smartphones a adotarem o micro-USB como conector padrão em seus smartphones, de modo a diminuir a produção de lixo e evitar que um novo carregador seja sempre embarcado na aquisição de novos gadgets. Na visão da União Europeia, os inúmeros formatos estimulam a produção de lixo tecnológico, algo que ela tenta bravamente eliminar.

Essa novela vem se arrastando desde 2009 e ainda precisa ser aprovada pelo Conselho de Ministros, mas a previsão é que ela passe sem problema, sendo promulgada em 2016 e os fabricantes teriam até 2017 para se adequarem.

A iniciativa é boa, mas esbarra em alguns problemas práticos. É fato que um usuário adoraria manter um carregador padrão para uma infinidade de dispositivos que ele possua, mas a bem da verdade eles não funcionam da mesma forma. Produtos com necessidades energéticas diferentes exigem carregadores que trabalhem com tensões e potências diferentes. É o mesmo caso do carregador padrão para notebooks, e esse ainda possui um agravante pois as diferenças de consumo são bem mais acentuadas.

Para completar não está claro como a Apple será afetada. É óbvio que a empresa não abrirá mão do conector Lightning e estaria inclinada a fazer o que ocorre na China, que é adicionar um adaptador micro-USB nos seus gadgets como forma de se adequar à lei. O grande problema é que aparentemente a UE quer dar cabo (pun not intended) não só dos conectores infinitos como também dos adaptadores: Um Conector Para Todos Dominar e acabou, doa a quem doer. Se os carregadores não puderem ser padronizados, quem garante que um smartphone vai puxar a mesma energia de seu concorrente? Ou pior, um carregador de celular vai funcionar de acordo num tablet?

A O2 já saiu na frente, e em 2015 não vai mais fornecer carregadores. Como o primeiro passo para a aprovação da lei foi dado, a Europa caminha para uma situação onde o consumidor será obrigado a descobrir quanto de energia seus gadgets consomem e comprar um carregador de acordo, o que creio eu não vai resolver a situação da redução de lixo: necessidades diferentes, carregadores diferentes. O cenário ideal seria se os fabricantes padronizassem o consumo mas eu não nasci ontem: não vai acontecer.

Fonte: EN.

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