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Videogames podem ajudar na dislexia da cura

Dislexia pode ser engraçadinho, um incômodo ou uma condição debilitante, e ninguém sabe direito sua causa, mas estudos estão mostrando que crianças podem ser muito beneficiadas, e ter sua dificuldade de leitura amenizada não através de terapia ou injeções mas de… videogames!

21/02/2014 às 17:30

nakedgun

Dislexia em um grau pequeno é apenas um incômodo, mas em muitos casos se torna uma condição que prejudica o aprendizado, podendo até incapacitar pessoas de ler e escrever. As causas são desconhecidas. Em termos leigos imagina-se que seja um revertério cerebral qualquer, misturando áreas de reconhecimento de imagem e associação de padrões e… é, ninguém sabe.

As pesquisas continuam, os resultados são interessantes. Um trabalho de Oxford testou disléxicos comparando o tempo de resposta em relação a (qual o termo politicamente correto pra não-disléxicos?). Os voluntários foram instruídos a apertar um botão após ouvirem um som, verem um flash ou ambos.

Descobriram que os disléxicos são mais lentos, mas se o som viesse logo após ao flash, a resposta ficava mais lenta ainda, o que demonstrava que algo de muito errado acontecia na área de associação som/imagem do cérebro dessa gente.

Nós gostamos de sincronismo, por isso em filmes com relâmpagos no horizonte o som é tocado junto com o flash. Poucas coisas incomodam mais do que seriados quando o som está fora de sincronia e o sujeito fala sem mexer a boca.

Outro estudo testou uma forma de estimular os centros de coordenação do cérebro de crianças, mas não através de terapias tradicionais e outras formas de tortura, mas com… videogames de ação. Jogos onde é preciso tomar decisões rápidas, onde som e imagem reagem aos comandos do jogador, que também tem que coordenar os estímulos dos outros players.

O resultado é de fazer aquele verme desprezível do Jack Thompson chorar. Depois de 9 sessões de 80 minutos jogando games de ação, a velocidade de leitura das crianças aumentou — sem perda de precisão — o equivalente a UM ANO de desenvolvimento natural. Os resultados foram iguais ou melhores aos obtidos com tratamentos intensivos de fisioterapia, fonoaudilogia ou seja lá a linha que trate disléxicos, no meu colégio eram pedagogas, e eu fugia.

Ah sim, os jogos também melhoraram o déficit de atenção das crianças.

Ou seja: games não só ajudam cirurgiões, que quando jogam mais de 3 h por semana cometem 37% a menos de erros, como ajudam pacientes. Quero ver uma pipa superar isso.

Fonte: NPR.

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