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Assassino norueguês quer acesso a games melhores… na prisão!

Depois de matar 77 pessoas em um atentado terrorista, o norueguês Anders Breivik ameaça fazer greve de fome e um dos motivos para sua revolta é não ter acesso a um PlayStation 3 com jogo para adultos.

17/02/2014 às 10:00

Anders-Breivik

Pode ser que você não se lembre do nome Anders Breivik, mas certamente recordará que em julho de 2011 o norueguês iniciou uma onda de assassinatos que tirou a vida de 77 pessoas, a maioria delas adolescentes que participavam de encontro na ilha da Utøya.

Como aparentemente foram juristas legisladores brasileiros que elaboraram a justiça do país escandinavo, por tais atos covardes e completamente inaceitáveis, o extremista foi condenado a apenas 21 anos de prisão e agora, para mostrar toda a sua indignação com as condições da prisão em que se encontra, onde afirma estar sendo tratado como um animal, ele enviou uma carta à imprensa em que se declara um ativista dos direitos humanos e ameaça iniciar uma greve de fome.

No texto Breivik lista 12 exigências para que não leve seu plano adiante e entre elas estão melhores condições para suas caminhadas diárias e o direito de se comunicar mais livremente com pessoas de fora da cadeia, porém, o que mais revolta é a parte em que fala sobre videogames.

Atualmente contando com um PlayStation 2 em sua cela, na mente perturbada do terrorista ele deveria ter acesso a um PlayStation 3 com jogos voltados a adultos e que fossem escolhidos por ele mesmo, ao contrário do que lhe deram para se entreter, como por exemplo “o Rayman Revolution, um game feito para crianças de três anos.

O norueguês também gostaria de poder utilizar um computador, ao invés da “inútil máquina de escrever com tecnologia que remete a 1873” (mas que foi utilizada para redigir a carta), além de afirmar estar no inferno e que aquele lugar irá matá-lo, fazendo ainda a sombria previsão de que caso morra, todos os extremistas de direita saberão quem o torturou até a morte, o que por sua vez poderá fazer com que o seu país seja controlado por um regime fascista dentro de 13 ou 40 anos a partir de então.

Um detalhe que não pode ser ignorado nesta história é que durante seu julgamento Breivik afirmou que utilizou o Call of Duty: Modern Warfare 2 para se preparar para os ataques, além de ter dito que era um dedicado jogador de World of Warcraft, mas que este não tinha qualquer relação com seus atos.

O pior em um caso como este nem é quem que faz tais pedidos, pois alguém que mata mais de 70 pessoas evidentemente não pode ser considerado normal, então querer um videogame mais moderno é a menor de suas imbecilidades. O que mais me incomoda é saber que existe muitos que ainda defendem atitudes como esta, mas evitarei emitir minha opinião sobre eles.

Mas talvez o digníssimo senhor Breivik tenha mesmo razão, merecendo sair do inferno em que vive e caso o governo norueguês resolva transferí-lo, uma sugestão seria o Complexo Penitenciário de Pedrinhas, no Maranhão.

Fonte: AFP.

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