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Pesquisadores criam plástico que se auto regenera a partir de materiais seguros

No more Super Bonder: equipe da Universidade de Illinois fazem modificações na estrutura do plástico e o tornam capaz de se auto reparar

07/02/2014 às 11:01

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Sabe aquele momento em que uma peça de plástico se parte e você precisa apelar àquela famosa cola que junta quase tudo? Ainda que o produto seja muito bom manuseá-lo sempre foi um terror, fora o fato de que ele tem a péssima tendência de entupir o bico e pronto, lá se vai mais da metade do produto porque você é obrigado a ou furar a bisnaga ou tirar o bico, e ele se solidifica ao contato com o ar. Só que se depender dos pesquisadores da Universidade de Illinois, esses dias estão contados.

A equipe do professor Jianjun Cheng conduziu algumas experiências brincando com a estrutura molecular do plástico, de modo a chegar num polímero capaz de não só regenerar danos simples, como também passível de reunir duas partes completamente separadas. O material não é necessariamente plástico mas uma variação de poliureia, uma membrana elastomérica utilizada no revestimento de superfícies para evitar desgastes provocado por atrito ou pelo ambiente. Diferente de outros materiais auto-regenerativos, esse plástico modificado não depende de um composto catalizador e o processo se dá em temperatura ambiente, podendo ser acelerado se o material for aquecido a 37º C.

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O segredo do plástico Wolverine foi desenvolver ligações mais longas entre as moléculas. Isso faz com que as cadeias dos polímeros sejam mais propensas a se recombinar depois de terem sido separadas, além de tornar o material mais elástico. Além disso, após recombinadas área religada se torna mais resistente, já que as amostras se romperam em outros pontos que não o da secção original, mesmo esticadas até o limite - um processo muito próximo de nossa própria capacidade de cicatrização. A pesquisa foi publicada na Nature.

As aplicações são diversas: roupas com uma liga desse polímero poderiam se reparar sozinhas, sem a necessidade de intervenção. Claro, o processo não é instantâneo mas mesmo assim é uma descoberta muito interessante e se vai livrar a gente de ficar com os dedos colados toda vez, é mais do que bem-vindo. Acompanhe o vídeo do pesquisador Hanze Ying demostrando o polímero:

Fonte: ET.

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