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BlackBerry ganha uma sobrevida graças ao Pentágono

Sorry, Obama: ações da BlackBerry sobem 10% com o anúncio de que o Pentágono encomendou 80 mil aparelhos à companhia

23/01/2014 às 9:30

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A BlackBerry tem problemas, muitos problemas. A quase totalidade deles se concentra no setor executivo da companhia, um bando de malucos que não enxergam um palmo à frente do nariz. Só isso explica as declarações do atual CEO John S. Chen de que a empresa está bem posicionada para o futuro e ainda é referência no mercado corporativo, e voltará a focar em teclados físicos. O histórico do cargo não é lá muito bom, desde Mike Lazaridis em 2007 dizer que "um teclado virtual jamais substituirá um físico" à declaração de Thorstein Heins em 2013 que o mercado de tablets está condenado.

A sucessão de pataquadas que levou à quase falência da ex-RIM não foi o bastante para ninguém tomar um semancol, já que compraram um jato enquanto demitiam pessoal. Porém, enquanto todo mundo esperava a empresa jogar a toalha de uma vez ela é resgatada aos 49 do segundo tempo pelo seu cliente mais poderoso: o Pentágono.

O Departamento de Estado norte-americano já estada estudando uma adoção de dispositivos iOS e Android há alguns meses, mas a verdade é que não se trata de uma migração em massa. Na última semana ela divulgou um pedido de aquisição de novos aparelhos a serem instalados na rede do governo até o fim do mês: 1.800 dispositivos incluindo iPad 3 e 4 iPhone 4S e 5, Motorola RAZR, Galaxy S3 Mini, Galaxy Tab 3 10.1 serão comprados, mas a BlackBerry ainda é a preferida dos militares já que recebeu um pedido de 80 mil aparelhos. Só a divulgação do pedido de compra foi o suficiente para elevar as ações da BlackBerry em 10% por volta das 12 horas de ontem. Nada mal.

Esses aparelhos são destinados a empregados não-classificados, de modo a atualizar os aparelhos defasados dos funcionários da base militar. É importante lembrar que por se tratar de um órgão de defesa, a homologação desse tipo de dispositivo é morosa, o que explica a compra de modelos mais antigos da Apple, Motorola e Samsung. O único problema é que Chen acredita piamente que "o governo, bem como a maioria das empresas de regulação dependem da BlackBerry" pelo fato de seus aparelhos serem mais seguros. Apesar de ser uma situação privilegiada, esta não é uma verdade imutável e se um dia o governo decidir dar preferência aos concorrentes a coisa pode ficar bem feia pra ex-RIM.

Fonte: CNet.

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