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Google pagando jumbocat para funcionários

Google pagando jumbocat para funcionários — mas não é por prazer, é para tentar fugir das taxas e da indisposição que sua frota de ônibus criou para os moradores originais de Oakland, São Francisco e Adjacências, que estão tendo que conviver com uma bolha imobiliária e carência de serviços, por causa dos funcionários do Google que se mudaram pra lá.

15/01/2014 às 8:00

jumbocat

No final do Século Passado surgiu uma empresa que tentou quebrar o monopólio das barcas e aerobarcos na travessia Rio-Niterói. Usavam duas embarcações de classe catamarã, com o inacreditavelmente ingênuo nome de… Jumbo Cat. Com medo da concorrência a Barcas S/A entrou na Justiça, tanto fez que a Transtur acabou falindo, para desespero de quem queria uma travessia rápida sem pagar a fortuna dos aerobarcos ou sofrer a muvuca das barcas. Agora os Jumbocats voltam a ser polêmica, graças ao Google.

A empresa contratou o serviço de um catamarã para transportar seus funcionários através da Baía de São Francisco, e as autoridades não estou gostando, pois o serviço é computado como transporte privado e isso rende só US$ 50,00 por atracagem. Estranhou? Eu explico.

Mountain View, onde fica a sede do Google é subúrbio, fica a 64 km de São Francisco, e a galera jovem e descolada não quer morar no fim do mundo, mesmo que topem trabalhar lá. Querem morar em São Francisco, Oakland, em Alameda, onde estão os nuclear weassels. Quem não gosta disso é a população local, que viu suas cidades invadidas por um bando de geeks endinheirados, o preço dos imóveis foi pras alturas, a infraestrutura local fica sobrecarregada e a entrada tributária gerada por esses novos moradores simplesmente não compensa. O resultado? Manifestações de amor assim:

WeLoveGoogle

Isso foi em Oakland. Com direito a pedra quebrando janela do busão do Google e tudo. A coisa chegou a um ponto onde as prefeituras estão pensando em cobrar para que as empresas usem os pontos de ônibus municipais. Isso se traduz, no caso do Google, em US$ 100 mil por ano. Por ônibus. Daí a alternativa do Jumbocat.

O que fica evidente é que administração municipal é bem mais complicado do que em SimCity. E que, em países de verdade, mesmo empresas bilionárias não conseguem sempre tudo que querem.

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