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CES 2014: Intel afirma que processadores irão superar cérebro humano dentro de uma década

Durante sua apresentação na CES 2014, em Las Vegas, Mooly Eden, vice-presidente sênior da Intel, afirmou que microprocessadores capazes de reconhecer e reagir a emoções humanas serão uma realidade dentro de 12 anos.

07/01/2014 às 15:15

Intel na CES 2014

Durante sua apresentação na CES 2014, em Las Vegas, Mooly Eden, vice-presidente sênior da Intel, afirmou que microprocessadores capazes de reconhecer e reagir a emoções humanas serão uma realidade dentro de 12 anos. O nível de inovação tecnológica dessa indústria vital produzirá microprocessadores com mais transistores do que os neurônios do cérebro humano.

Segundo Eden:

O cérebro humano tem 100 bilhões de neurônios (quem lê o Meio Bit sabe que o número é menor), é uma máquina complicada. Mas em 12 anos nós teremos mais transistores em nossos chips do que temos neurônios em nossos cérebros.

Ele ainda afirma que os processadores dos próximos anos terão uma maneira diferente de funcionar da dos atuais:

Nós estamos à beira de uma grande revolução que irá mudar a maneira como interagimos com os computadores. Uma grande parte de nosso cérebro é utilizada para gerar nossos sentidos. Já a maior parte do poder de processamento de um chip é utilizada em cálculos; isso irá mudar. Estamos diminuindo a lacuna entre o que podemos fazer com nossos computadores e o que podemos fazer com nossos cérebros.

A "profecia" de Eden quanto ao futuro dos microprocessadores aconteceu logo após a que revelou a câmera 3D RealSense da empresa. Ela deve ser integrada em notebooks, PCs e tablets, permitindo capturar e transmitir imagens e vídeo em 3D. A Intel afirma que a câmera é o primeiro passo em uma campanha para mudar a maneira como as pessoas interagem com as máquinas.

Eden afirma que a RealSense e futuros chips avançados são um pequeno passo em direção à uma mudança maior na indústria de computadores: "hoje estamos cercados por PCs, notebooks, tablets e smartphones. Mas esses são dispositivos que fazem parte do passado e do presente, a questão é o que nos reserva o futuro e para onde estamos indo".

The Borg

Ele ainda aposta que esse futuro é dos dispositivos "vestíveis", que seriam apenas o primeiro passo na direção da integração com o corpo humano, um mundo onde "destrancaremos a porta do carro com nossos dedos e teremos dispositivos conectados diretamente ao nosso cérebro".

Fonte: V3

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