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Facebook processado por suposta interceptação de mensagens privadas

Facebook está enfrentando uma ação coletiva sob as alegações de que a empresa monitora mensagens privadas dos usuários.

03/01/2014 às 20:17

FacebookPrivacy

A rede social do mano Markito tem sido alvo constante de críticas e processos judiciais sob alegações de violação de privacidade há algum tempo.

Pelo menos desde 2010 já podíamos encontrar ferramentas que ajudavam os usuários a buscar armas nesta pseudo-guerra contra o Facebook, como o ReclaimPrivacy. A coisa se agravou por causa de várias mudanças nos termos legais da ferramenta, além de acusações de venda de informações sigilosas da base de dados.

Isso sem contar o Graph Search, lançado em janeiro de 2013, uma função de pesquisa que cruza parâmetros escolhidos, bem específicos, entre mais de um bilhão de usuários e que, como demonstrou o Cardoso na época, pode buscar coisas como as "Fotos das minhas amigas, mulheres, que estão solteiras, têm menos de 30 anos e gostam de Game of Thrones". Sim, um enorme potencial para o bem, mas com o mesmo potencial para algo evil.

No processo da vez, que pode ser lido em PDF através deste link, a bravata alegação é que, quando os usuários compartilham um link externo ao Facebook, através de uma mensagem privada, o site registra, verifica e armazena tal atividade virtual do remetente. O grupo afirma que o Facebook está sistematicamente interceptando as mensagens que você manda "por inbox no feice" (se você de fato usa esse termo, as aspas são uma dica.), com o intuito de lucrar com a venda destas informações para empresas agregadoras de dados, anunciantes e profissionais de marketing.

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"Afirmar aos usuários que o conteúdo das mensagens do Facebook é privado, cria uma oportunidade especialmente rentável ao Facebook, uma vez que os usuários acreditam que eles estão se comunicando através de um serviço livre de vigilância, no qual eles então se tornam suscetíveis a revelar fatos sobre si mesmos que eles não revelariam se soubessem que o conteúdo estava sendo monitorado", afirma a ação.

Ainda de acordo com o documento legal, essas pessoas estão reinvidicando US$ 100 (£61) por dia que tenha sido encontrada alguma suposta violação, ou US$ 10 mil para cada usuário do grupo que abriu o processo.

A empresa se pronunciou dizendo que as alegações são "sem mérito" e completou: "Nós vamos nos defender vigorosamente".

Outras pessoas surgiram para defender a posição do Facebook no imbróglio. É o caso do especialista em segurança Graham Cluley, que explicou em seu blog que se a empresa responsável pela rede social não examinasse os links compartilhado através das mensagens, isso caracterizaria uma falha de segurança.

"Se você não fiscalizar e checar os links apropriadamente, há um risco muito real de que spams, scams, ataques de phishing e URLs maliciosos possam infectar computadores dos destinatários com malware, vírus ou prejudicar os usuários de alguma forma.", argumentou o especialista.

Se o Facebook de fato vende os dados coletados durante a utilização dos usuários, eu não sei. No entanto, eu não duvido nada que isso aconteça. Ainda assim, o argumento dado por Graham Cluley faz todo sentido e eu prefiro que o Facebook continue verificando as mensagens, em vez de permitir uma onda de spams e mensagens que repliquem algum tipo de conteúdo nocivo, como vírus, arquivos infectados ou pior: boatos e hoax sobre o ursinho do Windows e o fim do 13º salário. Fica a dica aí, Zuckerberg.

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E, bem... Internet e privacidade são inimigos constantes. Em alguns casos, nem na Deep Web seus segredos podem ser mantidos. Portanto, se você não quer que alguém fique sabendo de alguma coisa, não a publique. É a única forma 100% garantida de evitar que tal conteúdo caia nas mãos erradas.

E isso vale também para as políticas de privacidade do Facebook. É realmente bem desagradável se dar conta de que isso possa acontecer, mas se você tem algum problema em utilizar um serviço gratuito, que te aproxima de pessoas legais (ok, outras nem tanto), mas que pode, por ventura, vender seus dados de alguma forma, talvez você deva considerar desativar sua conta. É uma saída.

Vale lembrar que outras empresas também podem caminhar por essa mesma estrada, como Google, Apple, Microsoft... George Orwell bate palma.

Fonte: PCMag.

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