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Algoritmo constrangedor do dia pode te identificar mesmo em fotos sem marcação alguma

Um novo algoritmo desenvolvido pela Universidade de Toronto tem o poder de mudar profundamente a nossa maneira de encontrar fotos entre as bilhões disponiveis em sites de mídia social como o Facebook e Google Plus.

03/01/2014 às 12:10

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O trabalho desenvolvido pela equipe do Professor de Engenharia Elétrica da Universidade de Toronto foi apresentado em dezembro último no Simpósio Internacional em Multimídia. A ferramenta usa tags distribuídas para quantificar as relações entre os indivíduos, mesmo aqueles que não foram marcados nas fotos.

Imagine que você e sua mãe são fotografados juntos, construindo um castelo de areia na praia e ambos estão marcados na foto. Na próxima foto, você e seu pai estão comendo pipoca e vocês dois estão marcados. Por causa desta estreita relação de “marcação” tanto com sua mãe na primeira foto, quanto com seu pai na segunda, o algoritmo pode determinar que existe uma relação entre os dois e quantificar o quão forte ela pode ser. Em uma terceira foto você aparece brincando com seus pais, mas apenas a sua mãe está marcada. Dada a força de seu relacionamento de "marcação" com seus pais, quando você procurar fotos de seu pai, o algoritmo pode mostrar a foto sem marcação devido a probabilidade muito alta de que ele esteja lá.

Esse claro é o uso inocente do algoritmo, a outra é a possibilidade de te encontrarem naquelas fotos constrangedoras do jantar com a família no último natal. “Duas coisas estão acontecendo: ensinamos o algoritmo a entender as relações humanas e podemos procurar imagens melhores”, diz o professor Aarabi. E terceira, não citada, é que a Skynet agora tem uma ferramenta para encontrar a mãe do John Connor.

O algoritmo batizado de Busca Social por Imagens Relacionais, apresenta uma alta confiabilidade sem utilizar processamento computacional intensivo ou software de reconhecimento facial. “Se você quiser processar um trilhão de fotos da maneira tradicional, isso levaria muito tempo. Com o novo algoritmo, é possível obter praticamente os mesmos resultados em uma fração do tempo”, diz Aarabi. O Facebook tem quase meio trilhão de fotos, de mais de um bilhão de usuários e um algoritmo assim no back-end poderia diminuir em várias ordens de magnitude o tempo necessário para determinar o relacionamento entre as pessoas.

Atualmente a aplicação do algoritmo é principalmente para pesquisa, mas Aarabi pretende vê-lo incorporado em grandes bancos de dados de imagem ou redes sociais. “Imagino que a interface seria exatamente como usar a busca do Facebook já que para os usuários nada mudaria. Eles apenas teriam resultados melhores”, acrescenta.

Ao testar o algoritmo, a equipe de Aarabi descobriu uma aplicação imprevista: uma nova forma de gerar mapas. Eles marcaram algumas fotografias de edifícios em torno da Universidade de Toronto e depois passaram várias centenas de outras fotos sem marcação alguma através do sistema. O resultado que tiveram foi quase um pseudo-mapa do campus com todas essas fotos. Muito interessante, as vezes a ciência evolui por caminhos não planejados.

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