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Os momentos que marcaram a 7ª geração

A sétima geração de consoles teve muitas passagens memoráveis nos jogos e nesse texto relembro aquelas que mais me marcaram. Quais foram as suas?

17/12/2013 às 14:30

Recentemente eu tentei relembrar aqui no blog algumas tendências que marcaram a geração que está acabando e depois listei os jogos que considero os mais importantes dos últimos anos, mas dessa vez eu gostaria de falar sobre algo mais pessoal, falar sobre momentos que vi nos games e que por um motivo ou outro me marcaram.

O que você lerá a seguir são breves descrições de situações propostas por alguns títulos e que ao presenciá-las, me deixaram de boca aberta e como costumo dizer, me fizeram sentir orgulho de ser apaixonado por videogames.

Evidentemente, há alguns spoilers a seguir, portanto, se você ainda pretende jogar algum desses títulos, recomendo não ler o trecho que se destina a ele, principalmente porque essas passagens serão muito melhor aproveitadas se te pegarem de surpresa.

Só esclarecendo que as colocarei sem uma ordem específica e como não joguei tudo o que foi lançado, evidentemente muitos outros momentos inesquecíveis ficarão de fora e você está convidado a compartilhar algumas das suas experiências favoritas dessa sétima geração.

- O “show” dos Midnight Riders – Left 4 Dead 2

A série Left 4 Dead está cheia de histórias contadas nos pequenos detalhes e o universo criado pela Valve vai muito além dos quatro protagonistas de cada jogo, mas uma dos momentos mais emblemáticos do segundo capítulo é o desfecho da campanha Dark Carnival.

Tendo que lutar pela sobrevivência enquanto espera o resgate chegar, a batalha contra os mortos-vivos acontecerá exatamente onde deveria acontecer o show dos Midnight Riders, uma banda fictícia que fazia muito sucesso no mundo do jogo e para que a equipe que acionamos nos encontre, a saída é colocar a música dos caras para tocar e dar início a um enorme show pirotécnico. Sem dúvida uma ideia hardcore.

- A Terra vista da lua – Mass Effect

Quando joguei o primeiro Mass Effect, uma das coisas que mais me agradou no jogo foi a possibilidade de irmos para vários pontos do universo quando quiséssemos, algo que nos dava uma enorme sensação de liberdade e entre as muitas missões que nos são passadas, uma se passava na lua, a nossa lua!

Após pousar no satélite e seguir em direção ao objetivo, qual foi minha surpresa ao ver aquela enorme bola de gude azul no horizonte, uma sensação de recompensa que qualquer moleque que um dia desejou ser astronauta provavelmente deve ter sentido.

- A chegada a Rapture – BioShock

O primeiro BioShock é um jogo lindo, principalmente por sua direção artística e embora sejamos surpreendidos a todo momento pelo trabalho impecável daqueles que criaram a fantástica Rapture, a primeira impressão que temos ao ver a cidade submersa é indescritível.

Não me refiro aqui ao acidente de avião que nos leva ao lugar, mas às imagens que vemos ao descer no elevador panorâmico, a inquietante desolação e a fragilidade que aqueles túneis cercados por agua nos passam. Mas esse encanto só dura até nos depararmos com o primeiro inimigo, quando passamos a nos preocupar apenas por nossas vidas.

bioshock

- O início do fim do mundo – The Last of Us

Boa parte dos games de zumbis não mostram como a epidemia começou, já nos colocando no meio da ação, mas quem teve a oportunidade de jogar o The Last of Us conheceu uma das sequências iniciais mais angustiantes já criadas para um game.

Os acontecimentos mostrados naqueles primeiros minutos servem também para moldar a personalidade do protagonista e nos preparar para tudo o que teremos que encarar, mesmo que esse objetivo não seja plenamente alcançado.

- O confronto contra uma Berserker – Gears of War

Quando o Gears of War ainda era novidade e poucos títulos tinham uma qualidade visual que se equiparasse à criação da Epic Games, toda aquela destruição e sanguinolência que o game nos proporcionava era motivo de admiração por parte dos jogaores e apesar de todos os inimigos poderosos e assustadores que ele tinha, nenhum me impressionou tanto quanta a Berserker.

Sim, caso não saiba, aquele monstro cego é na verdade uma fêmea e de tão poderosa, a única chance que temos contra ela é tentar passar desapercebidos para então chamar um ataque aéreo. A única coisa que nunca consegui entender é o porque dela não ter aparecido em outros capítulos da série, pelo menos não da maneira como vimos no primeiro.

- Sim, o sol existe – Fallout 3

Imagine passar toda a sua vida dentro dentro de um abrigo nuclear e sabendo que nunca sairá dele. Tudo o que você conhece do mundo exterior foi lido em livros, mas o destino o levou a ser uma das poucas pessoas daquela comunidade a deixar o local.

Nos momentos que antecedem a abertura da pesada porta que sela aquele cofre em que viveu por tanto tempo, existe um misto de ansiedade e medo, mas quando as dobradiças finalmente rangem e o sol adentra o ambiente, a única coisa que você consegue pensar é: sim, o sol existe e o seu brilho é forte demais!

fallout-3

- O fim do conto de dois filhos - Brothers: A Tale of Two Sons

Um jogo belíssimo, com uma boa narrativa, uma jogabilidade inovadora e que por tudo isso, considero um dos mais injustiçados dessa geração. Infelizmente as pessoas não deram a atenção que o Brothers: A Tale of Two Sons merecia e mesmo que você não tenha gostado muito dele num primeiro momento, acho que deveria lhe dar uma chance, nem que fosse para assistir o seu final.

Eu não teria medo de dizer que este game possui um dos desfechos mais marcantes que já vi e digo isso não apenas por causa do que acontece ali, mas pela maneira como temos que participar diretamente dos acontecimentos, afinal, não é qualquer jogo que nos “obriga” a enterrar nosso próprio irmão, não é mesmo?

- Pripyat e a explosão nuclear – Call of Duty 4: Modern Warfare

Embora tenha citado apenas uma situação em cada um dos outros jogos, eu não conseguiria dizer o que me impressionou mais no Call of Duty 4: Modern Warfare, a missão em Pripyat ou a explosão nuclear que presenciamos.

Se por um lado temos uma incrível recriação da abandonada cidade ucraniana, por outro temos a oportunidade de “sobreviver” a detonação de uma ogiva nuclear e tudo isso serve para reforçar a impressão de que o game possui uma das melhores campanhas já criadas para um FPS.

- Três homens em conflito – Red Dead Redenption

Além de ter mostrado que era possível criar um ótimo jogo de faroeste, com o Red Dead Redemption a Rockstar conseguiu fazer uma bela homenagem ao gênero e para fazer jus aos melhores filmes sobre o tema, o final não poderia ser do tipo “eles viveram felizes para sempre”.

De fato, a sequência final do RDR é digna de fazer até o mais durão ficar com os olhos marejados e se durante toda a aventura vimos a saga de dois inimigos, é no final que entendemos como um terceiro homem pode ser tão importante quanto o protagonista e seu arquirrival.

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