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Cientistas desenvolvem o primeiro espermatozoide robô do mundo

Pesquisa de instituto alemão de nanociência conseguiu inserir um espermatozoide de touro num nanotubo e controlá-lo através de campos magnéticos externos

12/12/2013 às 12:00

spermbot

Em uma pesquisa deveras curiosa conduzida pelo Instituto de Nanociência Integrada de Dresden, Alemanha, a equipe do doutor Oliver Schmidt conseguiu pela primeira vez transformar um espermatozoide numa espécie de nano-ciborgue, permitindo usufruir de toda a mobilidade que essa célula especializada possui.

O método empregado para se desenvolver o diminuto robozinho é até simples, e não envolve nada que possamos imaginar que define um robô: eles desenvolveram nanotubos com partículas de ferro e titânio, com 50 mícrons de comprimento e diâmetro entre 5 e 8 mícrons (para se ter uma ideia, um fio de cabelo muito fino tem 50 mícrons de diâmetro).

Os nanotubos foram adicionados a uma solução contendo esperma de touro: como eles são mais estreitos em uma extremidade do que em outra, os espermatozoides que acabavam entrando neles ficaram presos, deixando o flagelo (a cauda) livre. Um campo magnético exterior é utilizado para controlar a direção que o nano-robô deve nadar, atuando como uma bússola.

Schmidt acredita que o uso de espermatozoides em processos mais eficientes de fertilização e até mesmo para entregar medicamentos diretamente à células é mais atraente devido o fato de que eles não causam mal ao organismo, possuem alta mobilidade e podem se locomover em líquidos viscosos com facilidade.

É um tanto nojento mas é fato que isso pode ser de grande ajuda para desenvolver nano-robôs mais eficientes com o tempo e mais importante, que não causem danos ao organismo. A pesquisa foi publicada aqui. Confira o vídeo abaixo:

Fonte: NS.

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