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Riot proíbe que jogadores profissionais façam streaming de outros jogos

Riot Games causa polêmica ao impedir que jogadores profissionais do League of Legends façam streaming de outros jogos e se justifica dizendo que isso é necessário para a profissionalização dos eSports.

06/12/2013 às 8:30

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Em breve terá início a quarta temporada da League Championship Series, campeonato dedicado ao League of Legends e considerado uma das principais competições de eSports do planeta, e para garantir a abordagem profissional do evento, a Riot Games incluiu uma cláusula no contrato que está causando bastante polêmica.

Isso porque os membros das equipes que quiserem participar do evento terão que se comprometer a não realizar streaming de outros jogos competitivos, o que inclui concorrentes diretos do LoL, como o Dota 2, Guardians of Middle-Earth ou Infinite Crisis e outros que nem pertencem ao mesmo estilo, como o Awesomenauts, StarCraft 2, World of WarCraft e World of Tanks.

Entre as outras restrições, estão a exibição de sites de apostas, armas, drogas, pornografia e produtos relacionados a tabaco, e após ver a reação das pessoas à medida, o diretor de eSports do estúdio, Whalen “RiotMagus” Rozelle, usou o Reddit para explicar a decisão:

Dizemos isso a todo instante: queremos que o League of legends seja um esporte legítimo. Há algumas coisas legais relacionadas a isso (atletas profissionais assalariados, fluxo de receitas legítima, vistos, Staples Center), mas há também bastante trabalho estrutural que precisa ser feito para garantir um ambiente realmente profissional.

Nós admitimos que existe algumas diferenças de opiniões em relação as transmissões dos jogadores. No passado, os jogadores só precisavam se preocupar com suas marcas pessoais quando estavam fazendo um streaming, e no máximo ter que se preocupar em não usar a marca errada de teclado para manter seus patrocinador feliz. Agora, contudo, esses caras são profissionais contratados por uma liga esportiva profissional. Quando estão transmitindo para 50 mil fãs, eles também representam o esporte em si.

Rozelle então usou uma analogia interessante para ilustrar a posição da empresa, que foi questionar se um jogador da NFL (liga profissional de futebol americano) poderia promover jogos da Arena Football, uma variação do esporte praticado em campos menores e afirmou que os contratados poderão continuar jogando qualquer outro título, a única coisa que serão impedidos é de transmitir essas partidas.

Particularmente não vejo tanto problema nessa imposição e não concordo com aqueles que estão acusando a Riot de censurar seus atletas. Para mim, essa é uma maneira da empresa fortalecer sua marca e evitar que seus jogadores divulguem o trabalho da concorrência. Além disso, não podemos ignorar o fato de que ninguém está sendo impedido de jogar e em última análise, só assina o contrato quem quer.

Fonte: onGamers.

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