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E 1, 2, 3… Plim Plim para a NASA

Um brinquedo milenar japonês, um programa de TV brasileiro dos anos 70 e a NASA. Qual a relação? Toda, mas para descobrir terá que clicar…

04/12/2013 às 16:30

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Nos anos 70/80 havia um programa infantil obrigatório na televisão. Foi antes das pedagogas, antes da febre onde tudo era obrigatoriamente didático, então Plim Plim, o Mágico do Papel era criativo, divertido, educativo e tudo que os programas de hoje seriam, se não fossem feitos partindo do princípio que crianças gostam de ser tratadas como retardadas.

Aprendíamos a fazer origamis, ainda chamados de dobraduras, a esculpir sabão, fazer colagens, tudo com material caseiro. Não nos modelos de hoje, onde a criança pra fazer um carrinho precisa de um capacitor de fluxo, quatro rodas de titânio laminado, um interócito, 25 g de Plutônio Enriquecido, um maçarico e uma tesoura. Sem ponta.

Mesmo tendo um lugar especial no peito de uma geração, pouca gente imaginava que aquilo que Plim Plim ensinava tivesse aplicações realmente sérias, mas tem. A NASA que o diga. Origamis são coisa séria e quem está dando consultoria pro Jet Propulsion Laboratory é nada menos que Robert Lang, um físico considerado maior autoridade do mundo em origamis, com direito a vários livros, teoremas e algoritmos matemáticos. Para alguns é brincadeira, para ele é topologia.

O interesse da NASA? Simples. Foguetes são apertadinhos, é complicado levar estruturas grandes pro espaço, como os painéis solares da Estação Espacial Internacional. Eles são dobrados, mas no máximo em efeito-sanfona. Origamis permitem que estruturas complexas e grandes sejam acomodadas em espaços minúsculos, sem necessidade de montagem manual. É isso que estão projetando, vejam o vídeo abaixo:

É lindo imaginar que algo simples como a garça que eu nunca conseguiu dobrar é a gênese dos painéis solares das futuras missões que explorarão o Sistema Solar.

Em um mundo ideal Gualba Pessanha, o Plim Plim estaria lendo esta matéria e sorrindo, surpreso com a criatividade e a humildade da NASA, ao perceber que algo tão singelo quanto uma dobradura de uma criança pode nos ajudar a desbravar o cosmos. Infelizmente no mundo real Plim Plim morreu em 2010, sozinho e esquecido em um asilo em Campos de Goytacazes.

Fonte: AN.

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