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Microsoft apela ao FUD para convencer consumidores de que um Chromebook é uma péssima ideia

Em nova propaganda, Microsoft mente ao dizer que o Chromebook é completamente inútil quando não conectado à internet e apela ao medo sobre coleta de dados

02/12/2013 às 13:27

Scroogled? I don't think so

Não é de hoje que a Microsoft tem dedicado algumas de suas propagandas a atacar seus adversários. Não que isso seja exclusividade dela, durante anos a Apple veiculou a campanha “I am a Mac” e todos os fags achavam genial. Então Redmond começou a revidar com comerciais do Windows Phone e do Surface, para descontentamento de quem não entende algo que Michael Corleone já deixou bem claro: “nada pessoal, só negócios”.

Recentemente a Microsoft resolveu se focar no Google, através de sua campanha Scroogled, de modo a não apenas apresentar alternativas aos produtos do Mountain View, como se utilizar do FUD devidamente instaurado pelos vazamentos de Edward Snowden, o técnico de suporte número um da Mãe Rússia. Daí se explicam vários itens como bonés, camisetas e agasalhos criticando a política de coleta de dados do Google (a caneca esgotou), sem lembrar que a Microsoft foi a primeira empresa a aderir ao PRISM.

A mais nova empreitada mira no Chromebook. O comercial que vem sendo veiculado conta com o elenco do reality show Pawn Stars (por aqui, Trato Feito), que mostra o dia-a-dia de uma loja de penhores. A cliente tenta vender um Chromebook para comprar uma passagem para Hollywood, mas Rick Harrison diz que não o comprará pelo fato dele “não ser um notebook de verdade”, e que sem uma conexão à internet ele é “essencialmente um tijolo”. Claro, aproveita para mencionar que ele não tem acesso às soluções Microsoft como Windows e Office e novamente utiliza do FUD, quando Rick diz que o Chromebook é uma ferramenta para facilitar a vida do Google no que diz respeito à coleta de dados dos usuários e exibição de ads.

No hotsite, a Microsoft faz questão de frisar que o Chromebook não é nada mais do que um browser empacotado num ultrabook, o que não é verdade. Ao se aproveitar do medo dos usuários, a empresa mascara o fato de que o ultrabook do Google funciona muito bem offline, tendo uma série de apps que podem ser utilizado sem conexão à internet. Claro que o Chrome OS foi pensado para estar sempre conectado, mas falando sério, a menos que você seja um profissional que dependa de outros programas dedicados, o software mais utilizado ainda é o browser.

Ainda que não seja possível utilizar o Office (afinal, o Chrome OS é Linux), é plenamente possível fazer uso dos Web Apps dentro do Skydrive, e apesar da empresa dizer que um Chromebook de US$ 249 não ser capaz de rodar Call of Duty, as opções apresentadas de ultrabooks Windows também não são indicadas para games.

A verdade é que a Microsoft sabe que o sistema está se tornando irrelevante para qualquer um que não seja um consumidor de Macs. O Chrome OS evoluiu e hoje é capaz de entregar uma experiência de uso satisfatória com um preço honesto, e isso pode representar uma ameaça a seus negócios. Por isso jogar com o medo e incerteza, além de omitir fatos de que ela também não é nenhuma santa.

Fonte: TC.

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