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505 Games e a inusitada decisão de cancelar um jogo após o lançamento

Empresa só percebe problemas depois de lançar jogo no Steam e resolve parar de vendê-lo, o que levanta novamente a dúvida sobre liberdade de publicação do serviço da Valve.

02/12/2013 às 13:00

Ashes-Cricket-2013

Com tantos jogos sendo produzidos, é bastante comum vermos o cancelamento de um projeto porque ele não estava seguindo o rumo que os criadores desejavam ou até mesmo jogos online deixando de existir poucos meses após chegarem ao mercado, mas o caso envolvendo a 505 Games e o Ashes Cricket 2013 é algo no mínimo preocupante.

Depois de ter sido adiado por alguns meses, o jogo inspirado numa tradicional série de partidas de críquete entre Austrália e Inglaterra acabou aparecendo no Steam, mas diante de uma enxurrada de reclamações, a editora decidiu tomar uma inusitada decisão, parar de vender o jogo e apagar todas os indícios de que ele um dia existiu, tudo para tentar salvar a marca.

De acordo com a empresa, o grande problema com o jogo está em sua engine, o que explicaria as péssimas animações e incontáveis bugs, mas que não amenizam algumas decisões equivocadas de design, como por exemplo deixar de oferecer suporte ao mouse. Aliás, especula-se que o PC tenha sido a única plataforma onde o game foi lançado porque ele não teria passado pelo processo de certificação dos consoles.

Há ainda o fato de que não podemos alterar as configurações do teclado, relatos de uma inteligência artificial ridícula, mudanças repentinas do ângulo de visão ou da bola que parece se teletransportar misteriosamente. Acredite, nem as estatísticas das partidas funcionam direito.

Ou seja, pelo jeito a editora percebeu que arrumar tantos problemas seria inviável e que o melhor seria nos poupar de um produto tão ruim, mas então fica a pergunta, será que eles não sabiam de tudo isso antes do jogo ser disponibilizado? Ou pior, será que eles acharam que ninguém se incomodaria com um jogo tão ruim?

Isso só reforça um texto que publiquei recentemente onde questiono o real interesse das empresas em entregar o melhor jogo possível, além de novamente colocar um ponto de interrogação em relação a liberdade oferecida pelo Steam, o que tem gerado mais situações desagradáveis do que deveríamos considerar aceitável.

http://youtu.be/9yl-59VsBv0

Fonte: The Verge.

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