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Empresa oferece serviço de namorada invisível. Mas não se anime, não é a Luana Piovani.

Parece coisa de japonês, um site onde o sujeito aluga os serviços de uma namorada fake. Só que é bem mais triste. O público da Invisible Girlfriend não é só de nerds, mas de gente que sofre profissionalmente por ser socialmente inepto E jovens gays que por pressão da sociedade precisam se passar por héteros.

24/11/2013 às 12:35

luana Not yours.

O mais incrível do produto da Invisible Girlfriend é não ser japonês, mas quando vemos em detalhes a proposta, isso fica evidente. As idéias esquisitas no Japão são constrangedoras e dignas de pena, mas não são realmente tristes. Desta vez, ao contrário dos otakus que casam com travesseiros de japinhas, não rola nenhuma vontade de aplicar uma surra corretiva de toalha molhada nos envolvidos.

A idéia do negócio é criar uma namorada virtual, com 3 faixas de preço:

Na primeira, “só conversando” o sujeito paga US$ 9,99 por mês e recebe torpedos, ligações automáticas e presentes.

A segunda opção, “Ficando Sério”, já sobe pra US$ 29,99 e inclui recados de voz de verdade e uma mudança de status de relacionamento no Facebook.

O pacote Top, “Quase Noivo”, tem tudo dos outros, customização total da namorada e ligações de voz de verdade. Custa US$ 49,99.

Soa patético, não? O sujeito vai gastar uma graninha pra se enganar. Só que não é esse o foco. Infelizmente é por necessidade. O Invisible Girlfriend foi criado para sujeitos com graves problemas de autoestima, que sofram cobrança e estejam sendo prejudicados em seu ambiente profissional ou acadêmico, por exemplo.

Ou então para gays que não queiram ou não possam assumir sua verdadeira orientação sexual diante dos pais ou da sociedade. Essencialmente, é para gente que ainda está no armário.

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Tipo o Tom.

Que em 2013, no ocidente ainda haja necessidade disso é muito triste. Assim como é triste saber que as pessoas se importam tão pouco com as outras, mesmo quando são filhos e amigos, que uma namorada fajuta comprada em um site é suficiente para convencê-los de que o filho/amigo é pegador.

Por mais que seja um (bom?) uso da tecnologia para resolver um problema, talvez só o esteja perpetuando. Não acho que seja bom a longo prazo, nem para gays nem para nerds socialmente ineptos levar uma vida de mentira.

A internet é uma bela porcaria para muita coisa, mas também é a mais poderosa ferramenta de comunicação já inventada. Se você achou esse Invisible Girlfriend (ou a versão brasileira) uma boa idéia, pense duas vezes e procure comunidades online onde possa conversar, conhecer gente e trocar idéias. Arrume um hobby, socialize com gente que gosta do que você gosta. O resto pinta.

Fonte: BI.

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