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Foxconn criará jogos para tablets e celulares

Foxconn revela que quer se livrar de contratos de fabricação com grandes empresas e investir em serviços mais rentáveis, como a criação de jogos.

06/11/2013 às 10:00

♫ All in all you're just another brick in the wall ♪

Fundada em 1974, a Foxconn ficou conhecida por ser a empresa responsável pela fabricação de vários produtos eletrônicos que tanto amamos, como o iPhone, Kindle, PlayStation 3 e Wii U (ok, este último talvez nem tanto), além das péssimas condições de trabalho e durante um tempo, um alto número de suicídio entre seus funcionários.

O que ninguém poderia esperar era que os taiwaneses estivessem buscando uma maneira de se distanciar dos contratos de fabricação para grandes empresas, preferindo investir em serviços que ofereçam um melhor retorno, como a criação de jogos.

Quem revelou a intenção foi Terry Gou, presidente da Foxconn, que durante uma entrevista disse que no momento eles estão desenvolvendo diversos jogos para tablets e celulares, sendo que o primeiro a ser lançado, o que deverá acontecer dentro de seis meses, conta com a colaboração da NetDragon, estúdio responsável por títulos como o Dungeon Keeper Online e Transformers Online.

Além disso, a companhia também deverá priorizar serviços pela nuvem e já dedicou uma equipe para trabalhar com HTML5, o que não chega a ser uma grande surpresa, visto que eles ajudaram o pessoal do Mozilla a criar dispositivos que usam o Firefox OS, sistema operacional desenvolvido em cima desta tecnologia.

Como a Foxconn possui uma fábrica no Brasil, seria interessante se eles buscassem alguma parceria com os estúdios locais para o desenvolvimento de jogos, mas na mesma entrevista Gou disse que o nosso país não é prioridade e que há muito tempo não aparece por aqui, descartando inclusive uma suposta parceria com Eike Batista, que segundo o taiwanês, não possui interesse em investir em alta tecnologia (na atual situação, acho que não possui dinheiro para interesse em investir em nada).

Terry Gou também aproveitou para fazer uma dura crítica aos brasileiros, dizendo que embora alguns figurões locais quisessem que a Foxconn montasse uma planta para a fabricação de telas de próxima geração por aqui, nós “não entendemos os negócios de tecnologia”, algo parecido com o que disse recentemente Reggie Fils-Aime.

Fonte: Bloomberg.

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