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Ken Levine quer incentivar pessoas a "rejogarem" suas futuras criações

Para criador do BioShock, games precisam adotar uma maneira do enredo incentivar as pessoas a rejogarem as campanhas single-player.

04/11/2013 às 13:00

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Quem acompanha o Meio Bit Games há algum tempo conhece minha admiração pelas campanhas principais dos jogos, o que inclusive faz com que eu ignore o multiplayer de quase todos os títulos. Porém, um dos grandes problemas do modo single player é que após terminá-la uma vez e conhecermos quase todos os segredos do enredo, praticamente não temos motivo para voltar a jogá-lo, problema que Ken Levine espera solucionar na sua próxima criação.

O próximo desafio não é uma história particular, é mais um meta-desafio. Uma coisa difícil é que a narrativa – exceto pela noção do Clube da Luta ou do BioShock de revisitarmos as coisas depois de termos mais conhecimento – não é muito 'rejogável'. Estou passando por este difícil experimento na minha cabeça que, tecnicamente, você poderia, a partir do ponto de partida do desenvolvimento e design, fazer a narrativa muito mais 'rejogável' e dinâmica…

É frustrante quando você trabalha durante cinco anos em algo, as pessoas jogam uma vez e acabou. É algo no que tenho pensando muito ultimamente.

Conhecido pelas ótimas histórias criadas para jogos como o System Shock 2 e BioShock Infinite, o game designer ainda afirmou que deverá falar um pouco sobre o conceito durante a próxima Game Developers Conference, mas reforçou que não se trata de um jogo ou um enredo específico e sim de uma tecnologia conceitual que pode acabar não saindo do papel.

Como as narrativas nos jogos estão se tornando cada vez mais elaboradas, acho que mais desenvolvedores deveriam ter a mesma preocupação de Levine e penso que uma maneira de fazerem isso seria adotando algo que existe há muito tempo, mas que infelizmente ainda considero subutilizado, que é modificar o enredo de acordo com nossas ações, assim como vemos com certa frequência nos RPGs.

É triste constatarmos que, na maioria dos casos, uma mídia que tem a interatividade como base ainda dê os primeiros passos quando se trata de deixar que o jogador decida como dar continuidade ao enredo e por isso sonho com o dia em que essa "liberdade" se tornará padrão.

Fonte: VG247.

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