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O vídeo mais lindo de astronomia com lasers que você verá hoje

Óptica adaptativa é uma técnica que melhorou incrivelmente a qualidade dos telescópios terrestres, e que ainda gerou um efeito colateral lindo. Assista o vídeo e veja que não é só o Grand Moff Tarkin que curte disparar lasers gigantes no espaço.

17/10/2013 às 9:45

pewpewpew

Lembrem-se: haja o que houver, não cruze os raios!

Fique em campo aberto durante a noite, em um lugar sem muita poluição luminosa, deixe os olhos se acostumarem com a escuridão. Observe o céu. Você reparará que as estrelas piscam, tremeluzem. Utilize um programa de astronomia em seu celular, ache um planeta qualquer, de preferência Vênus ou Júpiter. Note que eles não sofrem variações de brilho.

Isso intrigou astrônomos por Séculos, até descobrirem que é apenas a luz sendo perturbada pela atmosfera. Como as estrelas estão muito mais distantes e sua luz consequentemente é muito mais fraca, vinda de um ponto muito menor (relativamente falando) ela sofre mais com o “ruído” atmosférico. Do espaço a luz delas é tão fixa quanto a dos planetas.

É o mesmo efeito que faz a estrada parecer distorcida em um dia quente. Veja como a Lua, que parece tão “firme” a olho nu também sofre com distorção atmosférica quando usamos um telescópio:

Agora imagine que você está fazendo observações astronômicas, e precisa que seu obturador fique aberto por minutos, às vezes horas. A imagem final ficará totalmente borrada. Por isso telescópios espaciais como o Hubble são tão bons mesmo tendo espelhos relativamente pequenos. Distorção zero.

Como corrigir isso? Um sujeito chamado Horace Babcock teve uma idéia, em 1953, mas a tecnologia para implementar a técnica não existia. O conceito é brilhantemente simples e um inferno de implementar.

A idéia é que se você souber onde estão os buracos da estrada, poderá desviar na hora certa, evitando-os e mantendo uma viagem suave mesmo com o piso esburacado. A técnica idealizada por Babcock, chamada Óptica Adaptativa, consiste em analisar a distorção atmosférica e continuamente distorcer os espelhos do telescópio, para compensar.

Um dos métodos mais eficientes é criar uma “estrela artificial”, com características conhecidas. Isso é feito com um laser que excita (epa!) átomos de Sódio, na Termosfera (acima de 85 km) que brilham em uma frequência específica. O telescópio capta o brilho, compara com o que deveria ser sem a atmosfera e altera o formato do espelho até chegar próximo ao sinal ideal.

O efeito colateral é visualmente lindo, e fica mais ainda quando mostrado em um filme em timelapse, como o feito pelo fotógrafo Sean Goebe, nos observatórios em Manua Kea, no Hawaii. Coloque em tela cheia, veja que o vídeo está em HD, e delicie-se.

O quando essa técnica funciona? O vídeo abaixo foi feito com o telescópio Subaru, um dos instalados em Mauna Kea. É a galáxia de Andrômeda. a 2,5 milhões de anos-luz. Uma imagem dessas leva horas pra ser captada, mesmo assim toda a distorção foi corrigida e estrelas individuais aparecem nítidas.

Desculpe Lion mas isso sim é ~ visão além do alcance ~.

Fonte: TV.

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