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Xiaomi de Hugo Barra vende mais celulares na China do que água no deserto

Empresa de Hugo Barra consegue números impressionantes enquanto se prepara para expandir seu mercado; brasileiro reflete sobre sua 1ª semana na companhia

15/10/2013 às 13:30

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A Xiaomi é um empresa relativamente nova, tendo sido fundada em 2010 e lançado seu primeiro smartphone Android há apenas dois anos atrás. Entretanto ela consegue lançar dispositivos de qualidade, como o Pablo atestou no review do MI-2S. Essa relação custo-benefício tem dado muito certo na China, o único mercado que ela por enquanto atua, com números de venda estonteantes:

O mercado chinês é tão consumista quanto qualquer outro, até a Apple reconhece isso (apesar que demorou um bocado para ela se estabelecer por lá). O MI3, o mais recente lançamento da empresa seguiu a tendência da Xiaomi e atingiu a impressionante marca de 100 mil unidades vendidas... em 86 segundos. O tweet também diz que o estoque de 3 mil unidades de seu set-top box MITV esgotou em dois minutos.

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Modelos anteriores da Xiaomi, como o MI-One e o MI-2S também venderam bastante nos primeiros momentos em que foram disponibilizados, mas é preciso lembrar que esse é o canário restrito à China. A empresa vai precisar manter o gás para se fixar em futuros novos mercados e é exatamente essa a missão do ex-VP de Android do Google e atual VP da Xiaomi Global, o brasileiro Hugo Barra: descobrir em qual país ela deverá entrar em primeiro lugar e como fazê-lo.

Barra está passando pela fase de adaptação na nova empresa, e expressou seus sentimentos em uma postagem em seu perfil do Google+, e pelo visto ele está bem empolgado:

"Acabei de completar minha primeira semana na Xiaomi aqui em Pequim , o que tem sido uma jornada intensa até agora.

O ecossistema de TI chinês se move numa velocidade alucinante. Eu nunca vi um ambiente de competição tão feroz e um desejo tão intenso de construir as coisas de forma rápida. Há um espírito empreendedor disseminado nas companhias, sejam elas grandes ou pequenas.

A Xiaomi é tão fascinante e Google-like quanto eu esperava. O setor de engenharia está sempre ocupado, com pessoas trabalhando até durante a noite. As esquipes são pequenas e bagunçadas, e a velocidade (tanto na experiência do usuário quanto na execução) é sempre prioridade. Todos na empresa - engenheiros, gerentes de projetos, designers e publicitários - são insanamente focados no usuário e em "fazer a coisa certa". Nós possuímos um termo especial para nossos usuários - nós os chamamos de "Mi fãs", e eles sempre vêm em primeiro lugar.

O cenário de mídias sociais chinês é gigantesco - maior do que tudo que eu já vi no Ocidente. Sina Weibo, o site de microblog mais popular da China possui mais de 500 milhões de usuários cadastrados, com 50 milhões ativos diariamente. Em menos de um mês e após nove postagens, minha conta já possuía 80 mil seguidores. Eu até recebi um apelido público do CEO Lei Jun, 虎哥 (pronuncia-se "Hǔ gē") e significa "irmão tigre".

Mal posso esperar pelas minhas próximas semanas e meses aqui na Xiaomi. Tentarei compartilhar o que eu puder dessa nova experiência (enquanto mantenho o ritmo louco deste lado do mundo."

Sabendo que clientes de diferentes partes do mundo possuem necessidades distintas, a missão de Barra é descobrir qual mercado é o mais vantajoso para a Xiaomi entrar em seu primeiro movimento de expansão, pois ainda que ela seja grande na China, ela não quer se atirar aos tubarões sem um bom plano de contingência. Os próximos meses dirão se sua empreitada dará resultados, numa possibilidade dos aparelhos serem lançados até mesmo no Brasil, e poderão ser bem aceitos caso possuam custo honesto e hardware respeitável.

Fonte: TNW e AllThingsD.

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