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Beyond: Two Souls me faz querer que os espíritas estivessem certos

Em nossas primeiras impressões, Beyond: Two Souls parece ser um game cinematográfico espetacularmente perfeito tecnicamente e com uma história altamente atraente.

05/10/2013 às 10:00

Os gráficos, um tantinho cartunescos, são belíssimos.

Os gráficos, um tantinho cartunescos, são belíssimos.

Eu provavelmente sou a pessoa menos espiritualizada que há pra ser. Não que eu não tenha feito minhas tentativas de me conectar ao meu “lado espiritual”, mas depois de um tempo qualquer tentativa resvalava na apatia e simplesmente deixava de fazer sentido. Com o tempo eu simplesmente deixei pra lá e vivo feliz como mais um católico não praticante a engrossar as estatísticas. Dito isso, fazer uma viagem extra-corpórea consciente (ou projeção da consciência) deve ser uma das coisas mais iradas que se pode querer.

A demo de Beyond: Two Souls, exclusivo para PS3, saiu esta semana e eu pude jogar os mais ou menos trinta minutos de gameplay duas vezes. O que eu posso dizer é que primeiro estou embasbacado com a qualidade técnica do jogo. Os gráficos são soberbos. Sai o ultra-realismo de The Last of Us, entram gráficos realistas um pouquinho mais cartunescos (que provavelmente é intencional) com uma renderização super precisa. O som não poderia deixar se ser espetacular. Segundo, o formato completamente nos trilhos é previsível até o osso e não fosse a expectativa de acompanhar a excelente trama narrada na produção, eu provavelmente não iria me importar muito com o jogo. Nas duas vezes que joguei, apesar de poder tomar decisões que afetam a linha narrativa, o resultado final foi o mesmo.

Cachorrinhos bonitinhos #sqn

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Os controles são simples e eu me acostumei a eles quase que imediatamente. Há uma forma mais tradicional quando você controlar Ellie Jodie em que os analógicos servem para movimentar a personagem e a câmera e outro diferenciado quando se controla Aiden, a segunda alma que habita o corpo de Ellie Jodie (damnit!). Aliás, fiquei curiosíssimo para saber como isso começou e como a história das duas almas vai terminar. Já mencionei que o roteiro é a melhor parte do jogo? Pois é.

Sou do tipo chato que evita ler previews e reviews antes de jogar, então eu sei praticamente nada sobre a história e na verdade eu prefiro assim, para ser surpreendido pelas reviravoltas do roteiro. Mas enfim, o que é mostrado na demo são dois segmentos curtos da jogabilidade, mais com o intuito provável de vender o jogo para algum público específico (não me pergunte qual). O primeiro, na infância, quando Jodie Ellie é submetida a testes psíquicos e Aiden se manifesta, apresenta uma sequencia belamente construída, onde é possível controlar o espírito/alma/whatever enquanto ela atravessa paredes, espia pessoas, incorpora em corpos alheios e causa confusão no laboratório. Gostei muito dessa parte. A segunda, mostra Ellie Jodie fugindo em um trem quando é interceptada por policiais e tem que se livrar dos seus perseguidores com a ajuda da sua segunda alma.

Já disse que esse lance todo de duas almas em um corpo me deixa ao mesmo tempo inquieto e curioso? Pois deixa. Algumas cenas da infância de Jodie Ellie que aparecem na demo sugerem problemas de rejeição do pai, o que sempre me remete as origens do Hulk e toda a complexidade psicológica do personagem. Para finalizar, espero que a jogabilidade da versão completa seja um pouco mais aberta (apesar de não ter muitas esperanças) e que a história continue tão interessante e atraente até o fim.

Larga do meu pé ou eu mato todo mundo. #meda

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