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FDA aprova “pâncreas artificial” portátil que controla níveis baixos de glicose no sangue

Órgão norte-americano que controla medicamentos e alimentos aprova pâncreas artificial que pode ser de grande ajuda para portadores de diabetes tipo 1

03/10/2013 às 10:30

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Diabetes é uma das doenças mais chatas que existem e devido o estilo de vida sedentário que levamos hoje em dia está se tornando uma epidemia mundo afora, inclusive no Brasil. Mais de 90% dos casos são do Tipo 2, em que o organismo não consegue utilizar a quantidade de insulina que o corpo produz. Entretanto os 10% que sofrem de Tipo 1 da doença dependem que injeções de insulina e monitoramento constante dos níveis de glicose no sangue, pois o pâncreas deixa de produzir o hormônio.

Para esses pacientes existem sistemas que monitoram e bombeiam insulina, mas até o momento não havia um aparelho que combinasse as duas funções, pelo menos até agora. A FDA (Food and Drug Administration), órgão norte-americano que regula a venda de medicamentos e alimentos dos Estados Unidos aprovou (ao que tudo indica antes do "shutdown" que o país enfrenta em seus serviços não-essenciais. Até a NASA fechou, restando apenas o pessoal monitorando os astronautas na ISS) o MiniMed 530G da Medtronic, uma bomba que possui o sistema de monitoramento integrado da Enlite, que realiza o monitoramento constante dos níveis de açúcar no sangue e regula quantidade de insulina entregue ao organismo, "quase" como se fosse um pâncreas artificial.

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O "quase" e as aspas no título se justificam pelo fato de que a bomba não opera como um pâncreas sadio faria: ela não é capaz de aumentar sozinha a quantidade de insulina diante de um quadro de hiperglicemia, tendo o paciente que fazê-lo manualmente. Entretanto o aparelhinho se mostra bem útil em casos de hipoglicemia severa que podem levar a um coma diabético, por exemplo durante o sono: caso o MiniMed detecte uma queda acentuada no nível de glicose ele dispara um alarme, avisando o paciente. Caso não haja resposta ele interrompe o fornecimento de insulina por duas horas.

Entretanto nem tudo são flores: a Medtronic, empresa responsável pelo aparelho recebeu uma carta de advertência da FDA há algumas semanas, por problema de fabricação das bombas de infusão. Eles sofreram recall em junho por entregarem níveis insuficientes ou exagerados de insulina, e segundo o órgão a empresa (dita líder mundial em tecnologia médica para controle de diabetes) não estava fazendo o suficiente para resolver a situação. No press release do MiniMed, a Meditronic diz que "está comprometida a resolver os problemas o mais rápido possível".

Voltando ao aparelhinho, ainda que não seja absolutamente preciso - ele tem um índice de falsos positivos de 33% -, o MiniMed é atualmente o mais preciso de sua categoria, o que deve melhorar com o tempo. A previsão é que o aparelho esteja disponível no mercado nas próximas semanas.

Fonte: SingularityHUB e PopSci.

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