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Cientistas conseguem “desligar” o switch no cérebro de ratos que controla o apetite

Pesquisa faz com que ratos estimulados com um laser não sintam fome mesmo famintos ou comam descontroladamente independente de estarem satisfeitos

01/10/2013 às 15:00

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Ninguém gosta de sofrer com distúrbios de apetite, causa mais comum de problemas de saúde como obesidade e anorexia e todos os problemas relacionados que eles trazem a tiracolo. Para combater o problema principalmente do excesso de peso (uma das principais causas de morte nos Estados Unidos, na proporção de 1 em cada 5 habitantes) pesquisadores tem estudado os mais diversos métodos, alguns até radicais demais.

Por outro lado controlar o desejo de comer (ou a falta dele) depende de outra abordagem, e uma equipe de cientistas conseguiu a um resultado impressionante em ratos simplesmente estimulando a parte do cérebro responsável, exatamente como ligar e desligar um interruptor.

O estudo foi conduzido por um time de pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte, liderados pelos doutores Joshua Jennings e Garret Stuber. O primeiro passo foi utilizar a engenharia genética para desenvolver uma linhagem de ratos cujo um grupo de neurônios no núcleo do leito da estria terminal (estrutura que parte da amídala e vai até o hipotálamo) que respondessem a estímulos luminosos de formas diferentes. Os neurônios em questão são responsáveis por mandar informações ao hipotálamo lateral, parte do cérebro que até onde se sabe está relacionado com o apetite.

Dois grupos de ratos distintos foram testados: o primeiro, que é o que que vemos no vídeo começa a comer assim que o laser instalado na sua cabeça é acionado, pois os neurônios foram manipulados de modo a "ligar" o switch quanto estimulados. O espécime continua a se alimentar independente do quão satisfeito ele esteja, e para assim que o laser é desligado. Da merma forma, o grupo de ratos cujos neurônios geram uma resposta contrária quando estimulados leva os ratinhos a ignorarem a comida, independente de quão famintos se encontrem. O estudo foi publicado na Science.

[vimeo 75307261]

Diferente dos métodos disponíveis a técnica apresentada cuida da fonte do problema e não de seus sintomas, apesar de que ainda é cedo para tomar qualquer conclusão, já que os testes duraram apenas 20 minutos e não se sabe seus efeitos a longo prazo. Ainda assim a pesquisa representa uma luz (sem trocadilhos) em tratamentos mais eficazes de distúrbios de apetite no futuro.

Fonte: The Guardian.

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