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LinkedIn acusada de hackear emails de usuários para conseguir contatos

O LinkedIn, um dos maiores sites de networking profissional (se não o maior, o mais conhecido), está em vias de ser processado por usuários que alegam que a empresa usou seus dados para acessar seus emails e fazer uso de seus contatos.

21/09/2013 às 17:45

LinkedIn

O LinkedIn, um dos maiores sites de networking profissional (se não o maior, o mais conhecido), está em vias de ser processado por usuários que alegam que a empresa usou seus dados para acessar seus emails e fazer uso de seus contatos.

Esses usuários, que pretendem entrar com uma ação conjunta contra o LinkedIn, pediram a uma corte federal de San Jose, California, que a empresa seja impedida de continuar a perpetrar as alegadas violações e seja forçada a devolver qualquer lucro obtido através do uso de seus contatos para promover o site para não-membros.

Segundo a petição, feita dia 17 último, no próprio site do LinkedIn é possível encontrar centenas de reclamações contra a prática.

Se você tem ou já teve uma conta no LinkedIn, deve lembrar que ao criá-la aparece aquela caixinha pedindo para localizar seus amigos e convidá-los, prática semelhante à do Facebook, onde você pode pesquisar contatos de email para convidá-los a usar o serviço. No momento em que você concorda, é pedida a senha do email e o LinkedIn tem acesso à ele como se fosse você. Por quanto tempo esses dados ficam armazenados, ninguém sabe.

Dependendo do seu círculo de amizades, é provável que você receba emails praticamente diários convidando-o a participar da rede. No meu caso, de gente que eu sei que usa o LinkedIn há anos, logo, dá para ter uma ideia do tempo que aqueles dados são armazenados.

Doug Madey, representante da empresa de Mountain View, alega que o processo não tem mérito e que a empresa irá enfrentá-lo.

Segundo Deborah Lagutaris, usuária do serviço, mais de 3 mil pessoas receberam emails do LinkedIn em seu nome, incluindo aquelas copiadas em mensagens, o que segundo ela significa que não apenas os contatos diretos foram utilizados.

Outro usuário reclama que pessoas que ele perdeu contato há mais de 10 anos, incluindo ex-namoradas, também receberam emails do LinkedIn em seu nome.

Aos que reclamam da prática, a resposta padrão do LinkedIn é que não sabe o que aconteceu, e que os emails nunca são usados sem autorização, o que parece estar longe da verdade, já que a prática é recorrente há anos.

Aguardemos o próximo capítulo.

Fonte: Businessweek

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