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Adolescente compra com cartão do pai servidor do Wikileaks

Adolescente resolve entrar em um leilão e compra, por US$ 33 mil o servidor da Wikileaks avaliado em US$ 4 mil. Pior: usou o cartão do pai.

13/09/2013 às 14:55

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Foto: Julian Assange, ou melhor, seu ego

Essa história é deliciosamente errada em todos os níveis. Envolve de tudo: provedores gananciosos, teentardados, Draco Malfoy Julian Assange e, claro, uma ironia digna dos melhores humorísticos.

Tudo começou quando o Bahnhof, provedor sueco percebeu que hospedar o Wikileaks não era só flores, com visitas frequentes da polícia, confisco de equipamentos e perda de clientes. Isso sem falar nos ataques DDOS, orquestrados por sabe-se lá quem (além da CIA, KGB, NSA, Vaticano, China, ABIN — ok, Abin não).

Os dois vivem uma relação conturbada. Algumas fontes dizem que o Wikileaks só ficou por lá 8 meses, outras que estão lá ainda.

O fato é que resolveram capitalizar de alguma forma o fato de serem o “Provedor do Wikileaks”, algo que pro mundo corporativo soa tão bem quando o Otorrino do Voldemort soaria em Hogwarts, mas há quem curta, principalmente em um mundo cínico destituído de heróis, onde adolescentes se agarram na primeira imagem rebelde que encontram.

De olho nesse público o Bahnhof anunciou no eBay que leiloaria o Dell PowerEdge R410 que hospedou parte do Wikileaks. Zerado, resetado, claro. O preço inicial era de US$ 3.150,00. Um novo começa em US$ 4 mil, mas isso logo cresceu.

Entre outras ofertas, um teentardado fez um lance de US$ 10.200,00; logo sobrepujado por outros teentardados, mas nosso “herói” arrematou com uma oferta de US$ 33 MIL. Rindo de orelha à orelha, o pessoal do provedor já estava embalando o equipamento quando receberam uma comunicação: o PAI do moleque descobriu que o infeliz havia roubado seu cartão de crédito e estava fazendo lances sem autorização.

Neste momento a compra ainda está como finalizada, mas o coroa já disse que não vai pagar. O moleque provavelmente está fugindo pra embaixada equatoriana mais próxima.

Meu filho tem 17 anos e é doido por teorias da conspiração” – disse o pai.

Agora a parte suculenta: o Bahnhof disse que o dinheiro arrecadado seria doado para instituições de caridade, mas não foi suficiente para aplacar a ira do Wikileaks, que não foi consultado sobre o leilão.

O provedor explicou que o Wikileaks só ALUGAVA o servidor, não tem nenhum direito de propriedade sobre ele, mas não adiantou. O grupo de Assange declarou no Twitter:

Não apoiamos o Bahnhof explorar a privacidade e o bom nome de seus clientes com propósitos de marketing.”

Ou seja: pimenta no servidor dos outros…

Fonte: Wired.

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