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Google acelera a criptografia de seus servidores mundo afora

O Google anunciou que está acelerando o processo de encriptação de todos seus data centers, para tentar frear a bisbilhotice da NSA e de possíveis agências de inteligência de governos estrangeiros.

10/09/2013 às 16:45

Criptografia

E mais uma batalha começa na guerra dos gigantes da internet contra Tio Sam.

O Google anunciou que está acelerando o processo de encriptação de todos seus data centers, para tentar frear a bisbilhotice da NSA e de possíveis agências de inteligência de governos estrangeiros.

É mais um balde de água fria no sonho da Agência de Segurança norte-americana em ter o Google (entre outras) como parceiro oficial de espionagem.

Não é difícil entender a posição do Google, mesmo se você faz parte do time das teorias da conspiração.

Uma empresa com uma gigantesca base de usuários, que vive de vender publicidade e mira cada vez mais a venda de serviços e produtos, não vê com bons olhos a ideia desses usuários vazarem depois de toda a imagem negativa conquistada pela NSA.

Não basta não associar-se, tem que deixar claro que está fazendo algo contra.

O projeto de criptografia dos data centers vem de 2012, mas foi acelerado depois do escândalo da NSA que estourou em junho desse ano.

A comunicação criptografada não vai tornar impossível a espionagem de usuários individuais nem dar carta branca para fazer o que quiser, ordens judiciais requisitando dados de usuários e afins seguirão valendo. Ela apenas torna mais difícil a espionagem em massa e a ação de hackers.

Segundo Eric Grosse, vice-presidente de engenharia da segurança do Google, as agências governamentais são as mais habilidosas no jogo da invasão e espionagem. E não apenas as dos Estados Unidos, China, Rússia, Reino Unido e Israel também não ficam atrás.

Especialistas em segurança afirmam que o tempo e custo necessários para vencer a barreira da criptografia faz com que os alvos sejam reduzidos a suspeitos de terrorismo, por exemplo, ao invés de incluir até a sua tia que compartilha mensagens de Chico Xavier.

Fonte: The Washington Post

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