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As câmeras reflex estão no fim da vida?

02/01/2009 às 11:54

A pergunta do título pode parecer totalmente descabida, mas é a que mais estou lendo em fóruns e em sites especializados em fotografia, principalmente os americanos e europeus. Tudo se deve ao lançamento da Panasonic Lumix G1 e o seu sistema micro quatro terços. A câmera é um híbrido entre compactas e DSLRs por trazer a opção de trocar as lentes, mas de não possuir o sistema com espelho e prisma. A imagem é mostrada por um EVF de alta resolução. Para ser sincero, quando a câmera foi lançada não vi muita vantagem nela. A promessa é que ela fosse menor que as DSLRs atuais, mas isso não se mostrou totalmente verdadeiro. Por outro lado, o preço do equipamento também não foi dos mais convidativos, mas o resto do mundo não pensa dessa maneira.

A primeira indicação disso foi a indicação da Panasonic G1 para Câmera do Ano pela revista Popular Photography. Agora Ian Burley, editor do site DPNow, escreveu um texto para o Photography Blog intitulado Is this the End of the SLR Camera? O texto é muito bacana e traz uma análise não somente do equipamento, mas algumas perspectivas para o mercado fotográfico como um todo. Mas. alguns pontos merecem destaque. Em primeiro lugar, o sistema reflex das câmeras é uma coisa que já possuí décadas de existência, então ele ser substituído por algo mais moderno não pode ser uma surpresa. Em segundo, existe um contingente gigantesco de pessoas que querem apenas tirar fotos sem se preocupar com o sistema que estão utilizando. Então, levar um equipamento menor e com qualidade de imagem para esse público é algo muito lucrativo. E em terceiro, as câmeras reflex são equipamentos que levam o indivíduo a se apaixonar por elas assim que às tem pela primeira vez em mãos. Então é possível que os dois sistemas existam juntos. Ele prevê até mesmo o futuro em que os donos de câmeras reflex vão ter uma câmera micro quatro terçoscomo equipamento do dia a dia, para poupar o equipamento principal.

Independente do que vá acontecer, o que importa é que tudo isso vem fortalecer a fotografia. Novos talentos vão continuar aparecendo e os antigos vão se adaptar as novas tecnologias. Quem apreciar a clareza da imagem do visor ótico das reflex e, sobretudo, o barulho hipnótico do conjunto do espelho e do obturador (em uma Hasselblad isso é mais evidente ainda) não vai trocar o equipamento por algo totalmente eletrônico. Mas, já temos uma nova geração de fotógrafos que se acostumou a fotografar com o LCD e com view finders eletrônicos. Esses vão abraçar a nova tecnologia sem nenhum receio.

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