Meio Bit » Baú » Indústria » Lula: defesa deve depender apenas de tecnologia nacional

Lula: defesa deve depender apenas de tecnologia nacional

19/12/2008 às 0:51

Citando o Primeiro-Batráquio, nesta matéria do Terra:

"Vamos poder atender as Forças Armadas quando pleiteiam a modernização de seus equipamentos. (Vamos) Ensejar uma saudável discussão sobre a reorganização das três forças e (ressuscitar) a indústria brasileira e de material de defesa para que esta garanta o suprimento das necessidades logísticas sem depender de fornecimento estrangeiro. Temos que depender apenas de tecnologia nacional", disse o presidente em solenidade no Palácio do Planalto.

É impressionante. Cada vez que imaginamos que o Presidente abandonou seu passado radical, que está vivendo em tempos modernos, com uma visão mais liberal e globalizada ele dá um imenso passo salto para trás.

Esse discurso nacionalista infantil não faz mais sentido tem umas 30 anos pelo menos. É um isolacionismo que não faz nenhum sentido no mundo de hoje.

Ninguém, ninguém resolve seus problemas de defesa inhouse, não faz sentido. Não dá para ser bom em tudo. Se os fuzileiros americanos pensassem como o Lula ao invés de comprar os Sea Harriers ingleses estariam até hoje tentando desenvolver caças V-STOL. Se os israelenses tentassem criar caças do zero hoje em dia todo mundo por lá falaria árabe.

Céus, HUGO CHAVES, o pior exemplo possível, consegue ser mais realista e adquirir seu material de defesa de fontes externas. No caso dos Russos (e do Brasil).

Lula sem-querer-querendo (embora isso soe mais coisa do Chaves) inventou uma Reserva de Mercado de Defesa, garantindo a mesma primazia tecnologia e incríveis avanços que nos trouxe a Reserva de Mercado de Informática.

tecnologiabelicabrasileira

Tecnologia de Defesa – 100% made in brazil

Lulinha meu querido: Nós já SOMOS uns dos maiores exportadores de armas do mundo. Somos muito bons nisso, mas não sabemos fazer tudo. Não dá para suprir nossas forças com material de 2a linha e 3x mais caro, apenas por ser “brasileiro” e “dar uma força”. Quando aqueles pilotos de Super-Tucano forem derrubar um avião das FARCs, naqueles incidentes que não acontecem, é bom que o Sidewinder AIM9 funcione direitinho, e não que o fruto do programa MissilZero exploda debaixo da asa do lançador.

O principal perigo infelizmente não é nem uma invasão dos Argentinos, é que essa mentalidade retrógrada de Reserva de Mercado se espalhe. Quem viveu os anos 80 sabe que entre uma invasão portenha e voltar ao tempo em que era proibido importal qualquer coisa que tivesse “similar nacional”, que venham os Hermanos.

relacionados


Comentários