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Redes sociais: forçando a "amizade" ?

18/12/2008 às 5:05

Estou lendo o interessante livro "The Tipping Point". Nele é comentado sobre a capacidade do ser humano de se relacionar com outros e da aparente limitação de um grupo se manter coeso quando limitado a 150 participantes.

Fiquei pensando sobre o assunto. Teoricamente, para um indivíduo conseguir manter uma amizade "significativa", ele deve limitar seu grupo a no máximo 150 indivíduos (claro, isso é uma média). Da mesma maneira, eu observo como pessoas se relacionam online e vejo que muitos, mas muitos mesmo têm um número muito maior de "amigos" nas redes sociais que frequentam. Imagine acompanhar o que cada um destas pessoas faz, seus comentários, fotos, etc... parece novamente algo praticamente impossível, que acaba enfraquecendo a relação com aqueles que realmente são amigos. O mesmo com redes de IM (Instant Messaging), gente com centenas de "buddies"...

Na corrida por acompanhar o máximo possível (sejam pessoas, feeds de RSS, emails), as pessoas acabam se comprometendo com muito mais do que é humanamente possível. Pessoalmente, eu fiz uma escolha por limitar ao máximo o número de feeds que assino, não participo de redes sociais, e há algum tempo tenho tentado sempre esvaziar minha caixa de emails diariamente. No IM, pessoas que há muito tempo não conversam comigo eu retiro... se for o caso eu adiciono novamente. Pode ser uma decisão exagerada para alguns, porém pelo menos a avalanche de informações diminuiu bastante, e com isso tenho tempo para muitas outras coisas.

Além do fato de muitos terem "amigos" demais para acompanhar, o problema é ainda mais grave quando alguem participa de mais de uma rede social. Pelo menos o Google (OpenSocial) e o Facebook (Connect) estão fazendo algo para tentar centralizar a informação. Mas ainda são passos preliminares, mas que prometem simplificar um pouco. Mas por mais que a tecnologia melhore, o problema fundamental acaba sendo o fato das pessoas solicitarem muito mais informação do que conseguem digerir.

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