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Chupa Sansa - assinado: todo mundo que não é iPod

01/12/2008 às 18:21

Durante algum tempo o iPod reinou sozinho nós desejos da galera que queria um player pra ouvir música, mas o alto preço mantinham esse pessoal longe do sonho de consumo. Longe do iPod e do Creative, dos Sony, etc.

Foi a Era de Ouro dos xing-lings, que mesmo custando proporcionalmente (no preço por GB) muito mais que um iPod, por virem com pouquíssima memória e preço proporcional se tornavam acessíveis aos consumidores de baixa renda.

A Sansa, entre outros fabricantes reinou soberana nessa segundona, até o dia da paulada, que veio de onde menos esperavam: dos celulares.

Estou em um ônibus indo pra São José dos Campos, os passageiros não aparentam ser de classe média alta, muito pelo contrário. Mesmo assim a inclusão sonora digital vai de vento em popa. De onde estou sentado posso ver cinco ouvindo música digital.

Os cinco usando o celular.

Pude identificar um Nokia e um LG. Nenhum dos dois topo de linha, mas que cumprem a função melhor que qualquer xing-ling.

Antigamente os celulares com mp3 eram uma piada. Tive um que comportava exatamente uma música. Se não fosse nada longo como American Pie.

Jogar as músicas para o telefone então envolvia rituais druídas, sacrifícios de galinhas pretas e auxílio de mulheres que pesavam tanto quanto patos.

Hoje a suíte de aplicativos da Nokia funciona até via Bluetooth (quem conhecia as antigas versões sabe que isso é um feito) e pode converter automaticamente as músicas para AAC, otimizando muito o espaço. 1GB em um celular é muito mais bem-aproveitado do que 1GB em um xing-ling.

Os fabricantes e operadoras perceberam o filão e hoje temos celulares temáticos, álbuns inteiros vindo no pacote e a legitimidade do nome da celebridade musical associado ao aparelho.

Há celulares temáticos que venderam o equivalente a discos de ouro. A venda de música digital direto para os celulares já atinge números expressivos. Isso é um feito, vivendo nós na terra do emule.

O caso dos celulares musicais é o primeiro grande exemplo de convergência bem-sucedida. Espera-se nós próximos anos o mesmo fenômeno para as câmeras digitais compactas, mas aí o buraco é mais embaixo.

Câmeras consomem muita energia com seu flash e sua estrutura de lentes tem seu tamanho definido não por um designer doidão de haxixe em Helsink, mas pelas Leis da Física. Por mais que celulares venham com câmeras aceitáveis (em condições ideais de iluminação) seu uso ainda é eventual. Ninguém que usa realmente uma câmera digital a substituiria em sã consciência por um celular.

Já um player de MP3 xing-ling…

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