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Para a Take-Two, os single-players seguem firmes e fortes

CEO da Take-Two sai em defesa das campanhas single-player e diz não acreditar que as empresas que estão apostando apenas no multiplayer terão sucesso a longo prazo.

2 anos atrás

A sensação que muitos gamers tem hoje em dia é que para ser lançado, qualquer jogo de grande porte precisa contar com a santíssima trindade loot boxes + DLC + multiplayer (de preferência com um battle royale). Essa impressão levou muitos a temerem pelo fim das campanhas single-player, mas na opinião do CEO da Take-Two, Strauss Zelnick, quem gosta de uma boa história pode ficar tranquilo.

“Existem pessoas dizendo que não funciona se não for um battle royale free-to-play. As pessoas estão realmente dizendo isso e nem estão sendo irônicas. Eu não caio nessa. O single-player, na minha opinião, não está morto, nem perto disso. Companhias sentem que evitarão o trabalho duro de construir uma história e um personagem e pulam direto para onde o dinheiro está, no multiplayer. Eu não acho que isso funcionará, eu ficaria surpreso.

Segundo o executivo, o objetivo da Take-Two é fazer com que cada jogo seja melhor do que o anterior e é por isso que eles preferem dar todo o tempo e suporte às equipes. Isso explica também porque a editora não lança versões anuais de cada franquia e porque algumas vezes temos que esperar tanto até o lançamento de um novo capítulo.

Mesmo podendo ser considerada uma aposta bastante arriscada, ela parece estar se pagando e um bom exemplo disso é o que temos visto com o Grand Theft Auto V. Lançado há quase cinco anos, recentemente o jogo ultrapassou a casa de 90 milhões de cópias vendidas, tendo se tornado o produto de entretenimento mais lucrativo da história e embora grande parte deste sucesso deva ser creditado ao modo online do jogo, ainda há muita gente por aí se divertindo com a sua campanha principal.

Com um portfólio repleto de franquias que se consagraram por ótimas histórias, como BioShock, XCOM, Red Dead Redemption, Mafia, Borderlands e Max Payne, pode ser que Strauss Zelnick esteja apenas defendendo o seu peixe, quase implorando para que não desistamos do single-player, mas seja lá qual for a intenção, torço muito para  que as suas palavras se concretizem.

Eu sempre defenderei a maneira como os games podem ser uma ótima maneira de se contar histórias, do quanto aprendi com eles e na maioria das vezes isso não aconteceu em um mata-mata online onde boa parte dos jogadores estavam mais preocupados em xingar uns aos outros. Sim, ter a possibilidade de testar os reflexos e a habilidade num multiplayer pode ser algo extremamente divertido, mas faz bastante tempo que não sento diante da TV pensando apenas nisso.

Fonte: GamesBeat.

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