Meio Bit » Demais assuntos » Microsoft testa datacentre submarino autosuficiente

Microsoft testa datacentre submarino autosuficiente

Computadores e água em geral não se misturam, mas a Microsoft não quer saber. Estão testando um datacentre submarino resfriado pela água do Mar do Norte.

06/06/2018 às 15:00

Agora que tudo está "na nuvem", e buzzwords como BigData e Machine Learning eventualmente se tornam sistemas reais rodando em computadores reais e consumindo quantidades irreais de dados a demanda por datacentres também está figurativamente nas nuvens. Com isso os custos também aumentam, e não há custo maior em um datacentre do que a conta de luz.

Pior, boa parte dessa conta vai para pagar a refrigeração. 40% pra ser preciso. Culpa de um tal de Maxwell.

Como todo dono de AMD sabe, CPUs geram calor. Na verdade tudo gera calor, menos moto-perpétuos e coração de ex, e refrigerar os equipamentos é o grande problema. Uma das soluções mais ousadas é levar o Datacentre aonde o frio está, e poucos lugares são mais frios do que o fundo do mar, ainda mais em regiões já frias por natureza.

Essa é a essência do Projeto Natick, da Microsoft. Já vem de um bom tempo mas os desafios de engenharia são imensos: Um mini-datacentre compactado dentro de uma estrutura submersa, 100% autônomo e sem nem espaço para um estagiário trocar discos queimados não é algo simples de se projetar.

A idéia surgiu em 2013, e depois de bastante pesquisa em 2015 o primeiro e modesto protótipo foi afundado na costa da Califórnia.

Agora o negócio cresceu, e o datacentre que acabaram de instalar nas Ilhas Órcades, na Escócia é coisa de gente grande:

O vaso de pressão em 12,2 metros de comprimento, 2,8m de diâmetro e consome 240KW, energia essa produzida por geradores eólicos, painéis solares e geradores de ondas e marés. O excesso de calor é naturalmente dissipado pelas águas frígidas do Mar do Norte.

O datacentre em si é composto de 12 racks contendo 864 servidores e 27.6 Petabytes de capacidade de armazenamento, o que equivale a uns 5 jogos da EA.

Os engenheiros usaram um conceito chamado Degradação Graciosa, onde os componentes de um sistema pode falhar sem comprometer o todo, e com isso projetaram um período sem manutenção para o datacentre de 5 anos.

A ausência de humanos ou estagiários por perto permite que o grande perigo dos datacentres seja evitado: Incêndios. A atmosfera do vaso de pressão é 100% nitrogênio, e sem oxidante, sem combustão.

Com todos os dados de performance, durabilidade, consumo e outros em mãos, a Microsoft decidirá se é uma idéia economicamente viável. Um monte de peixes torce que seja, eles adoram lugares quentinhos.

Aqui um vídeo do projeto:

Leia mais sobre: , .

relacionados


Comentários