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Meitu, o app do momento me parece bastante suspeito… [UPDATE]

Meitu, o app chinês que aplica filtros anime-like em suas selfies coleta mais dados do que deveria, ao exigir inúmeras permissões ao ser instalado.

20/01/2017 às 9:34

UPDATE: um representante da Meitu Inc. entrou em contato conosco para esclarecer os pormenores acerca da polêmica envolvendo o app. Nos foi enviado um documento onde a startup explica (ou ao menos tenta) o motivo de exigir tantas permissões e ressalta que não vende os dados dos usuários a terceiros.

Enfim, aqui está o tal documento (cuidado, PDF). Leiam e tirem suas próprias conclusões.

Segue abaixo a notícia original.


Um ilustre desconhecido até uma semana atrás, o app chinês Meitu tomou de assalto tanto o iTunes quanto a Google Play Store, se tornando um dos mais populares neste início de 2017. É um aplicativo simples, um filtro de fotos que transforma suas selfies em personagens de anime ao distorcer a imagem, similar aos filtros do Snapchat.

É mais uma brincadeira para fofoletizar suas imagens e muita gente embarcou, só que o Meitu não é tão santinho quanto parece.

O app não é antigo, ele foi lançado pela desenvolvedora de Hong Kong Meitu Inc. em dezembro. Casos como esse onde um aplicativo ganha as graças do público em pouco tempo não são raros, temos o Prisma como um dos exemplos mais recentes disso. No entanto, embora aparente ser um aplicativo inocente e inócua o Meitu exige uma infinidade de permissões para operar nos smartphones e tablets, mais do que o necessário para um simples app de filtros.

Profissionais de segurança andaram fuçando nas entranhas do app e descobriram que ele exige permissão de acesso aos contatos, microfone, telefone, registros e muito mais, tudo com permissões plenas de leitura e escrita. Basicamente ele pode coletar o uso de outros apps em seu dispositivo, identificar o IMSI do usuário (sua identidade digital), saber sua localização precisa e coletar sua lista de contatos e registro de todas as suas ligações e mensagens SMS/MMS, bem como enviar mensagens a terceiros.

O consenso é que o Meitu é um app para coletar dados de usuários e vendê-los para empresas de ads, disfarçado de aplicativo bonitinho para atrair as massas. Algo que muitos fazem e que estão aí há mais tempo, mas o boom deste em particular chamou a atenção dos profissionais para os riscos envolvidos.

https://twitter.com/FourOctets/status/822208786320363520

Não é a primeira nem será a última vez em que aplicativos exigem dados em demasia; o Google faz isso o tempo todo mas em contrapartida oferece inúmeros produtos e serviços úteis ao usuário. O que incomoda nesse caso é que o Meitu é um mero app de fotografia e filtros, não há nenhum argumento possível que sustente a necessidade dele exigir acesso à sua lista de contatos para funcionar. Algumas das permissões são tão escusas que pairam em um campo nebuloso, que normalmente significariam o bloqueio do app na iTunes Store. Procurada, a Apple não comentou o assunto.

Portanto a dica permanece: saiba o que você anda instalando em seu smartphone, sempre cheque as permissões e na dúvida, pule fora. Por mais fofinho que o app possa parecer.

Fonte: TechCrunch.

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