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Drifting Lands: quando uma boa ideia não funciona

Se no papel a mistura de Shoot 'em up com RPG parecia interessante, na pratica o "jogo de navinha" Drifting Lands não consegue fugir da repetição e com isso temos a perda de um ótimo conceito.

21/06/2017 às 13:00

As vezes nós adoramos um jogo, outras odiamos, mas existe também aqueles casos em que nos esforçamos bastante para gostar de algo e na minha opinião, isso é terrível. Ao agirmos assim é praticamente como sentir pena de um game, é tentar nos convencermos de que uma boa ideia pode apagar uma execução ruim e tenho que admitir que é isso que tentei fazer com o Drifting Lands.

Desenvolvido pela Alkemi, o jogo chamou minha atenção logo de cara por prometer ser uma mistura de Shoot 'em up com RPG, dois dos meus gêneros preferidos e se num primeiro momento os estilos parecem terem sido feitos um para o outro, após algum tempo no game descobri que o estúdio não conseguiu dar uma alma para sua criação.

Embora seja interessante a ideia de coletarmos pedaços da nave durante os estágios para serem vendidos ou torná-la mais poderosa, não demora para notarmos que no geral as mudanças são apenas nos números, com o agravante de que não temos nem uma demonstração visual de como será o tiro que escolhermos.

No entanto, o grande defeito do Drifting Lands está na sua repetição. Mesmo com o jogo tentando nos apresentar a inimigos novos, seus padrões de ataque se repetem e ainda pior, os estágios são muito parecidos uns com os outros, além de serem pouco inspirados. Por se tratar de um jogo onde teremos que suar bastante para adquirir novas peças, essa mesmice acaba estragando toda a experiência.

O shmup até merece elogios por usar um sistema de upgrade interessante, que consiste não em pegarmos power-ups durante as fases, mas sim de evoluirmos e desbloquearmos habilidades como novos poderes ou a capacidade de adquirirmos mais dinheiro. E como um bom RPG, teremos muitas conversas com personagens, mas ao quebrar o ritmo da ação e ainda entregar uma história fraquinha, até isso acaba pesando contra.

Disponível apenas para PC, o Drifting Lands possui uma demo que poderá lhe dar uma noção melhor do que ele pode entregar, mas após algumas horas dedicada a ele, só posso lamentar por o pessoal da Alkemi não ter conseguido entregar tudo o que poderia. Tomara que eles consigam corrigir esses problemas numa continuação ou que ao menos o título sirva de inspiração para que outro estúdio consiga fazer o Shoot 'em up + RPG que merecemos.

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