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Dissidia Final Fantasy NT — Impressões do Closed Beta

Confira o que achamos do Closed Beta de Dissidia Final Fantasy NT, o próximo jogo de luta da Square Enix que reunirá os heróis e vilões de sua principal franquia em combates frenéticos.

05/09/2017 às 13:30

Na última semana a Square-Enix realizou um período de testes de Dissidia Final Fantasy NT, o terceiro game de sua subfranquia  que reúne os heróis e vilões de sua aclamada série de JRPGs em combates frenéticos, mas de uma forma muito diferente (e resumida) do que se viu nas versões anteriores para PSP.

Eu tive acesso ao Closed Beta no PS4 (através de convite) e estas são minhas primeiras impressões acerca do game.

Uma palavra: Fanservice

Originalmente lançado para o primeiro portátil da Sony em 2008, Dissidia Final Fantasy foi criado exclusivamente para atender o desejo dos fãs da franquia que desejavam ver os protagonistas e antagonistas dos games da série digladiando entre si. Originalmente idealizado como um spin-off da série Kingdom Hearts por seu produtor Tetsuya Nomura, ele evoluiu para um game de combate em ambiente aberto com os personagens ostentando pela primeira vez num os designs incrivelmente detalhados criados pelo artista Yoshitaka Amano, algo que num tempo de sprites e polígonos limitados era muito difícil ou impossível de ser realizado.

A recepção do primeiro game foi muito boa, o que estimulou a Square a lançar a sequência Dissidia 012 Final Fantasy, esta não tendo alcançado o mesmo sucesso (o declínio do PSP também influenciou). A série foi então para o freezer, para anos mais tarde ressurgir como um game para Arcade. O novo Dissidia Final Fantasy, lançado em 2015 é a base para a versão NT, exclusiva para PS4 e que pode assim permanecer, o hardware dos gabinetes usa tecnologia da Sony similar ao console.

O combate evoluiu, deixando de ser de um contra um para batalhas de três contra três em cenários amplos, mas algumas características foram bem simplificadas. Os elementos herdados do estilo RPG como opções de customização com equipamentos foram removidos, bem como o estilo de combate foi resumido e se tornou um pouco mais dinâmico, ideal para um game de Arcade. Sua principal característica no entanto, a identidade visual e os elementos que definem cada um dos combatentes permanece inalterado.

Dissidia Final Fantasy NT é, como seus antecessores um grande fanservice bem executado, com elementos próprios e outros emprestados de títulos famosos, principalmente a série Super Smash Bros. Não dá para negar que agora, como um game de arena com mais de dois combatentes por vez o título promove uma bagunça generalizada tanto quanto a franquia da Nintendo.

O Closed Beta liberado pela Square-Enix era bem limitado, se resumindo ao modos de Matchmaking (combate online) e de Treinamento, onde você pode enfrentar o computador com dois aliados aleatórios também controlados pela CPU. O rol de personagens é num primeiro momento bem limitado, oferecendo apenas os principais personagens dos 14 títulos numerados da série: Warrior of Light (FF), Firion (FFII), Onion Knight (FFIII), Cecil (FFIV, o único que oferece opção de escolha entre as classes Dark Knight e Paladin), Bartz (FFV), Terra (FFVI), Cloud (FFVII), Squall (FFVIII), Zidane (FFIX), Tidus (FFX), Shantotto (NPC de FFXI), Vaan (FFXII), Lightning (FFXIII) e Y'shtola (NPC de FFXIV).

A versão final contará com mais heróis, desde Kain (FFIV), Ramza (FF Tactics) e Ace (FF Type-0), bem como a volta dos antagonistas já incluídos nas versões anteriores. Há a possibilidade de que Noctis (FFXV) também entre na festa, mas nada foi confirmado.

Os lutadores foram divididos em quatro categorias: há os Vanguards, excelentes para combate corpo-a-corpo, os Marksmen, indicados para ataques à longa distância com magias poderosas, os Assassins, com ataques rápidos e maiores habilidades de movimentação e os Specialists, que utilizam habilidades específicas dos games que os originaram, como Onion Knight que é capaz de trocar de classe e fazer uso de técnicas variadas.

O beta permitia que você escolhesse um personagem, e se unisse a outros dois em batalhas aleatórias contra um time inimigo, e uma das suas opções de customização presentes no game é a de escolher uma invocação dentre sete possíveis, todas clássicas. Cada uma delas possui um leque de habilidades que são aplicadas antes e depois de entrarem no campo de batalha, o que é garantido coletando cristais que aparecem aleatoriamente durante os combates. Claro, além do reforço em seu time as invocações grandes danos ou efeitos negativos aos adversários, sendo eles uma peça importante para a vitória.

A outra opção é a de escolher um set de ataques pré-determinados de dois possíveis, contendo um ataque de HP e outras duas habilidades acionadas pelo botão triângulo. De novo, como a base é um game de Arcade as coisas foram bem simplificadas.

O combate em si, graças às mudanças implementadas ficou mais ágil. Não há mais aqueles ridículos trilhos em que o personagem podia deslizar, é possível se mover livremente embora o deslocamento pelo ar consuma vigor, que se recupera sozinho se mantendo no chão por alguns instantes. A contagem de Bravery, presente desde o primeiro título continua inalterada, é preciso atacar com ataques normais com o botão X para reduzir o Bravery do adversário e aumentar o seu, e quanto maior o número mais poderoso será o seu ataque de HP (com O), caso consiga conecta-lo.

O combate se encerra quando um time conseguir inflingir três nocautes no grupo adversário, não importando quem seja derrotado. Enquanto o número não for atingido por alguém os combatentes serão revividos para continuar lutando.

Como um beta limitado o game tem seus problemas. O matchmaking era por demais lento e os lags durante as batalhas online eram constantes, ao ponto de eu preferir jogar no modo de treinamento do que preferir me arriscar a passar raiva. Outro ponto negativo é a incapacidade de se travar batalhas de um contra um: embora o estilo rápido dos confrontos em grupo seja perfeito para um Arcade, ter a opção de combates mais cadenciados ficaria muito melhor num console, algumas lutas acabam muito rápido e nem dá tempo para testar determinado personagem.

A Square não oferece detalhes sobre se pretende oferecer tal modo na versão final e também não revela nada sobre um modo história; caso ele esteja ausente as chances de que Dissidia Final Fantasy NT canse rapidamente o jogador são muito altas.

No mais a parte técnica é excelente. Os gráficos estão dentro do que espera de um título da franquia para o PS4, com limitações por se tratar de um jogo de luta e não um JRPG e o som é excelente, com versões remixadas de algumas das músicas mais icônicas da série.

Ronaldo Gogoni – Dissidia Final Fantasy NT [PS4 Pro] Closed Beta Test - Batalha de Teste com Lightning

Conclusão

A versão de Dissidia Final Fantasy para o PS4 está dentro do esperado para um port de um título de Arcade, porém nada muito além disso. Falta um maior comprometimento da Square-Enix em oferecer não só uma experiência mais apelativa para o jogador de console, como mais opções que justifiquem o investimento.

A perte técnica está impecável, mas isso não basta para manter a longevidade do título e caso ele não receba mais novidades, Dissidia Final Fantasy NT corre o risco de se tornar um game de um fim de semana: não mais do que uma curiosidade mas que perde o mojo rapidamente, indo parar no fundo da coleção e considerando a intenção do estúdio de oferecê-lo como um game para o cenário competitivo dos jogos de luta, pode acabar com que ele seja mais um Dead on Arrival e acabe fazendo companhia a For Honor.

Dissidia Final Fantasy NT tem data de lançamento prevista para o dia 11 de janeiro de 2018 no Japão e 30/01 no resto do mundo.

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