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Site pr0n bane usuários da Carolina do Norte em protesto à lei anti-LGBT

Os estados que aprovaram leis anti-LGBT continuam feios na foto: site pr0n xHamster bane usuários da Carolina do Norte e não pretende liberar o acesso

13/04/2016 às 13:31

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A coisa anda feia lá pelos lados dos Estados Unidos. Os estados que aprovaram leis que institucionalizam a discriminação contra membros da comunidade LGBT enfrentam forte repressão de todos os lados, especialmente de personalidades da mídia e empresas de tecnologia.

A última entretanto pode ser um estopim para uma guerra: o site pr0n xHamster baniu todos os IPs da Carolina do Norte, e não irá permitir acessos vindos de lá enquanto a controversa lei não for derrubada.

Como se não bastasse manifestações duras de diversos setores, os estados do Mississippi e Carolina do Norte já são obrigados a encarar as consequência de terem aprovado leis que dão direito a donos de estabelecimentos privados e órgãos públicos rejeitarem atendimento a LGBTs em geral, se baseando em “direito à liberdade religiosa”. A Carolina do Norte já perdeu um investimento bem grande do PayPal, que levaria à criação de centenas de postos de trabalho. E as coisas só tendem a piorar: o ator e diretor Bob Reiner já avisou que não voltará a fazer nada no estado, o cantor Bruce Springsteen cancelou um show recente por lá e Bryan Adams fez o mesmo com um agendado no Mississipi.

Por outro lado o comediante e ator de Community Joel McHale se apresentou em NC, mas não poupou críticas. Em certo momento do show ele perguntou à plateia “o que diabos há de errado com o governo de vocês?”

Como se não bastasse, McHale doou toda a renda para o centro de apoio à comunidade LGBT local.

Ainda assim a doce ironia estaria por vir: o xHamster, um site pr0n nem de longe tão conhecido quanto os badalados Xvideos, RedTube e PornHub resolveu que seu serviço de entretenimento adulto era muito valioso para deixar qualquer um acessar, e na última segunda-feira bloqueou todos os IPs oriundos de NC. Quem mora no estado e tenta acessar o site dá de cara com uma tela preta.

No comunicado oficial, os responsáveis pelo xHamster alegam que “nós passamos os últimos 50 anos lutando por igualdade, e essas leis discriminatórias não serão toleradas”. É bem provável que os moradores do Mississippi sejam os próximos a entrarem na dança, e a direção do site já avisou que o bloqueio será mantido enquanto as leis não forem derrubadas.

Sinceramente é o certo a fazer, bater onde dói mais para ver se os protestos surtem efeito. E se essa escalada continuar, não duvido que não só esses estados perderão cada vez mai shows e acesso a serviços “essenciais”, como também muito dinheiro. Vamos ver por quanto tempo eles irão aguentar.

Fonte: Digital Trends.

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