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WhatsApp vai compartilhar dados do usuário com o Facebook

Já era esperado: função secreta encontrada no WhatsApp revela que app se prepara para compartilhar dados dos usuários com o Facebook

5 anos atrás

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A gente sabia que esse chegaria mais cedo ou mais tarde: quando o Facebook comprou o WhatsApp por US$ 22 bilhões a empresa do Zuck prometeu que não meteria a mão no mensageiro instantâneo, alegando que a plataforma e a rede social eram “diferentes demais” e que o app seguiria autônomo, sem nenhum tipo de integração.

Claro, ninguém acreditou. Tempos depois começaram a aparecer indícios de que o WhatsApp e o Facebook já trocam informações entre si, com a rede social coletando dados de contatos e fazendo sugestões de amigos na rede social. Sempre negaram, mas agora uma referência encontrada no código numa versão beta do app de mensagens deixa tudo ainda mais claro.

O Facebook está buscando oficialmente “melhorar a experiência” dos usuários da rede social, e para isso introduziu na versão de testes para Android um recurso nem um pouco inesperado: o programador Javier Santos descobriu no código do aplicativo a função de compartilhar os dados da conta de usuário com o Facebook, a fim de oferecer um melhor serviço para seus clientes (empresas, não você).

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A questão é, o que exatamente será compartilhado? Segundo a Política de Privacidade do WhatsApp o aplicativo não armazena nada que passe pelas mensagens, e os únicos dados pertinentes que restam são os pessoais como nome e número de telefone, para sugestão de contatos. Extraoficialmente o Facebook já faz isso de acordo com os relatos de alguns usuários, e a tal função só seria a oficialização de tal ato. Ainda assim não seria difícil o Facebook alterar o acordo e mudar as regras, passando a coletar tudo o que puder; modelos de monetização vêm sendo estudados há algum tempo e a recente derrubada da taxa de US$ 0,99/ano seria uma das medidas para modernizar o app e atrair mais gente, ao mesmo tempo que mira no mercado B2C para não ter que entupir o app de ads, o que causaria a fuga em massa dos usuários para os rivais Viber e Telegram (principalmente o último).

O que pega é a mudança de atitude do CEO do WhatsApp Jan Koum. Pouco tempo depois da compra pelo Facebook o executivo publicou uma nota de esclarecimento tentando tranquilizar seus usuários, dizendo que a startup tinha respeito pelo usuário, a privacidade estava “impressa no DNA” da companhia e que sua juventude na Ucrânia nos anos 1980 o deixou bem crítico quanto a manter dados em segredo daqueles que não querem compartilhá-los.

Como visto, ele teve 22 bilhões de motivos para mudar de ideia.

A função descoberta é secreta e ao menos por enquanto seria opcional, mas não se sabe se quando ela for incluída haverá a possibilidade de desligá-la (eu acredito que não) e se mais dados além dos contatos passarão a ser coletados, o que acho inevitável.

Fonte: Google+.

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