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Rio 2016 — Melhor Coreia proíbe seus atletas de levarem o Galaxy S7 para casa

Todos os atletas olímpicos na Rio 2016 receberam da Samsung o Galaxy S7 Edge, mas infelizmente os norte-coreanos não poderão levar o belo brinde para casa. O glorioso líder Kim Jong-Un não quer seus atletas expostos à tecnologia da Pior Coreia.

4 anos atrás

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Alguns dias antes da bela abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016, como patrocinadora a Samsung deu de brinde a todos os participantes a edição limitada do Galaxy S7 Edge. Foram distribuídos 12.500 smartphones, sendo 11.200 aos atletas e o restante para os não-atletas das delegações.

Infelizmente, 31 atletas ficaram sem seus Galaxies S7. Não, não foi por causa dos frequentes assaltos na Cidade Maravilhosa e nem nada contra a Samsung em si. Apenas política da delegação da Melhor Coreia mesmo.

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Olha a confederação brasileira de polo aquático exibindo seus novos celulares (crédito: Samsung)

O Comitê Olímpico da Coreia do Norte parece ter se recusado a entregar os brindes da Samsung aos seus 31 atletas. Foi uma das poucas delegações onde nenhum participante exibiu o belo presente da patrocinadora sul-coreana durante a abertura. Não foi a única pois provavelmente a delegação de Tonga não queria lambuzar o telefone novinho com óleo de coco.

Enfim, voltando ao assunto: ao estranhar a ausência, um porta-voz do Comitê Olímpico Internacional foi atrás de saber o que houve com os aparelhos destinados aos atletas norte-coreanos. Depois de confirmar com o pessoal na Samsung, tal porta-voz descobriu que um gestor oficial da delegação norte-coreana havia recebido todos os smartphones que foram fornecidos para os atletas da Melhor Coreia.

A imprensa oficial do COI especula que o tal gestor da delegação da Coreia do Norte levou os Galaxies S7 preocupado com a exposição dos atletas norte-coreanos à tecnologia da Pior Coreia. Um representante de relações públicas da Samsung disse que gestores de grandes confederações (bom lembrar que cada delegação maior é normalmente dividida em confederações que representam cada equipe esportiva de um mesmo país) costumam vir ao escritório da empresa patrocinadora para recolher os produtos que ela oferece aos atletas (e depois dividir os brindes entre as respectivas equipes), mas atletas de delegações menores costumam vir individualmente para pegar os brindes.

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Rim Jong-Sim só vai levar para casa a medalha de ouro do levantamento de peso (crédito: Sputnik)

Foi o caso. O Comitê Olímpico identificou o gestor da delegação norte-coreana, confirma que ele pegou todos os aparelhos e a delegação da Coreia do Norte tem ciência disso, mas o COI não tem ideia do fim dos aparelhos, se foram mesmo para os atletas da Melhor Coreia. Provavelmente não.

O que podemos dizer é que os atletas norte-coreanos ao menos poderão levar as medalhas para casa, para a casa do glorioso líder Kim Jong-Un. Bom, podia ser “pior”: imagine se tivessem os mesmos problemas fiscais de atletas dos Estados Unidos? Estes precisam declarar junto ao fisco norte-americano não só a premiação do comitê em si como a própria medalha.

O Comitê Olímpico Norte-Americano premia seus atletas assim: medalhistas de ouro levam 25 mil dólares, prata são US$ 15.000 e bronze leva 10 mil obamas. Só que cada medalha de ouro e prata é feita de prata, um metal precioso que precisa ser declarado.

Pela massa do metal, cada medalha de ouro (feita de prata e banhada em ouro) vale US$ 564 e a medalha de prata vale US$ 305. Já a medalha de bronze é feita de cobre e custa um valor irrisório para o fisco dos EUA.

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Fontes: Radio Free Asia e CNN Money.

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