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Oracle: plataforma SPARC chega à nuvem e novos servidores miram no x86

Oracle traz novidades para o mercado corporativo durante a Open World 2016; chegada da plataforma SPARC à nuvem e novos servidores são as principais

01/07/2016 às 13:30

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Durante evento realizado nesta semana em São Paulo, a Oracle revelou novas estratégias para o mercado brasileiro e mundial com uma nova linha de servidores SPARC, voltados para clientes de menor porte que utilizam produtos x86 e a liberação de sua plataforma de ERP na nuvem para clientes no país.

A Open World 2016, realizada entre terça e quinta-feira no Espaço Transamerica é um evento voltado para empresas, onde a Oracle e suas parceiras (como InfoSys, Ingram, Arrow e Dell, entre outras) oferecem novas soluções corporativas para distribuição e produtividade, entre outras coisas. A Oracle também aproveita para anunciar seus novos produtos de software e hardware e neste ano, ela decidiu levar toda a sua plataforma de ERP para a nuvem.

Em gestão de negócio as plataformas ERP são geralmente as mais robustas e dependentes de atualizações constantes para o adequado fluxo e administração de sistemas de forma satisfatória, e assim diversas empresas ganham muito dinheiro com novas versões e updates constantes. A Oracle entrou nesse jogo propondo um novo paradigma: joga tudo na nuvem. Com isso o custo é menor, as atualizações mais constantes e a necessidade de intervenção direta é bem menor. Assim as versões estariam com os dias contados.

A plataforma de ERP na nuvem já funciona no exterior e a Oracle conta com clientes de grande porte como HSBC e GE, mas como o CEO Mark Hurd frisou na abertura do evento, os investimentos recentes no Brasil (como a implantação de dois data centers próprios) viabilizaram a adoção do sistema no país. Com uma solução mais prática a Oracle mira nas companhias de menor porte, hoje seara praticamente exclusiva da TOTVS via Proteus (quem conhece diz que ele é uma bela colcha de retalhos). Outros concorrentes são a Mega, a SAP e a CIGAM.

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A proposta de atender empresas que não podem arcar com custos absurdos se estende à nova oferta de servidores da Oracle, com uma nova SPARC de menor custo e mirando o mercado de soluções x86, essas normalmente mais acessíveis. Essas máquinas são equipadas com o SPARC S7, processador lançado em 2015 que integra soluções de banco de dados, segurança, interfaces de I/O e memória no próprio chip. Com clock de 4,27 GHz, oito núcleos e 16 threads o S7 é um pequeno monstrinho, pois é menos potente que o irmão maior M7.

O servidor S7-2 é um sistema constituído de um rack, dois S7, 64 GB de RAM e dois HDs de 600 GB, tudo por US$ 11 mil (há também uma versão em MiniCluster). Já o S7-2L é para quem tem bala na agulha: por cerca de US$ 50 mil sua empresa levará dois racks, dois S7, 1 TB de RAM e configurações de armazenamento customizáveis, conforme a necessidade.

A Oracle espera com isso incrementar os ganhos da divisão de hardware, que não anda bem das pernas: ela fechou o último ano fiscal com receita de US$ 4,7 bilhões, uma redução de 32% em relação a 2011 (o primeiro ano após a aquisição da Sun Microsystems), considerando máquinas e assistência técnica; observando apenas hardware a queda foi de assombrosos 44%.

Não duvido que haja mercado no Brasil, principalmente no que diz respeito à solução de ERP na nuvem; resta saber se mesmo sendo mais lucrativo as empresas estarão propensas à migração (novos clientes é outra história). Já os servidores, mesmo sendo bem salgados é bom lembrar que concorrentes x86 são bem acessíveis a caso o S7 seja capaz de brigar em performance e preço, é possível que a Oracle veja uma melhora em seus negócios no futuro próximo.

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