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Electronic Arts e o mercado bilionário de conteúdo adicional

Faturando cerca de US$ 1,3 bilhão por ano com a venda conteúdo adicional, seria a EA a verdadeira culpada em explorar o mercado de DLCs e microtransações?

4 anos e meio atrás

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Esqueça os jogos sempre conectados, os consoles com milhões de atualizações ou os jogadores que dedicam suas vidas a aporrinhar a diversão dos outros nas partidas online, o grande vilão da indústria de games há um bom tempo tem sido os conteúdos adicionais obtidos por download.

Desde que a indústria descobriu que poderia faturar muito com a venda de personagens, roupas, armas e qualquer outro tipo de coisa que poderia estar na versão final de seus jogos, muitos tem reclamado dessa prática, mas uma palestra realizada pelo diretor financeiro da Electronic Arts nos faz pensar sobre quem é o verdadeiro culpado nessa história, eles ou nós.

Conforme revelou Blake Jorgensen, a sua empresa fatura cerca de US$ 1,3 bilhão de dólares todos os anos apenas com a venda de conteúdo adicional e se tal número já não fosse impressionante o bastante, ele ainda afirmou que metade do valor vem apenas do modo Ultimate Team presente nas séries FIFA, Madden e NHL.

Funcionando na base das microtransações, esse modo nos permite comprar, vender e trocar cartas de atletas que serão utilizadas para montarmos nossos times e o interessante é que mesmo sendo tão criticado por alguns pela maneira extorsiva que funciona, fica claro que uma enorme quantidade de pessoas não se incomodam muito em gastar uma boa grana para continuar o aproveitando.

Para Jorgensen, o segredo para o sucesso do Ultimate Team está na natureza humana, na vontade de colecionar coisas e na aceitação em pagar para ser melhor do que os outros, exatamente a noção de pay-to-win que nos acostumamos a ver ser tão criticada. Ou seja, pelo jeito muitos não querem ser “derrotados pelo dinheiro”, mas estão dispostos a estar do outro lado da moeda.

Até por se tratar de metade de todo o faturamento da empresa, fica difícil criticar a EA por continuar explorando este mercado e no caso do Ultimate Team, mesmo evidentemente preferindo que ele fosse gratuito, não vejo problema no seu modelo de negócios, afinal todos os outros modos continuam funcionando sem nos cobrar a mais por isso.

A verdade é que se trata de negócios e se existe um número tão significativo de pessoas que continuam aceitando essa prática das empresas, porque elas deixariam de utilizá-la? É como disse o sábio Capitão Nascimento: “é você quem financia essa…”

Fonte: GamesIndustry.

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