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Criadora do Clash of Clans é uma a mina de ouro para o governo finlandês

Executivos da SuperCell dão exemplo ao não fugir dos impostos e hoje são responsáveis por um quinto de tudo o que é arrecadado na Finlândia.

17/05/2016 às 10:01

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Imagine uma desenvolvedora de jogos eletrônicos que seja responsável por um quinto de todos os impostos arrecadados pelo país em que ela está sediada. Isso pode parecer um tanto absurdo, mas é exatamente o que acontece com a Supercell na Finlândia.

Conhecido pelos jogos Clash of Clans e Clash Royale, o estúdio tornou-se um dos maiores contribuintes do país nórdico em 2013, quando Mikko Kodisoja e Ilkka Paananen venderam a maior parte das ações para os japoneses da SoftBank por US$ 1,5 bilhão. Naquela ocasião, cada um devolveu € 54 milhões aos cofres do governo, maior taxa individual já paga por lá e o detalhe, eles não precisariam ter feito isso.

Acontece que esta foi a maneira encontrada por Kodisoja e Paananen de retribuir o apoio que o governo os deu quando estavam fundando a desenvolvedora e ao invés de buscar alguma manobra para reduzir os pagamentos, eles preferiram fazer a coisa da maneira correta, permitindo assim que outras pessoas também fossem beneficiadas. Mas claro, aproveitando a situação para comprar duas páginas no jornal local e assim poderem divulgar a boa ação.

Além disso, os impostos pagos por outros altos executivos da Supercell é o que fez com que as taxas arrecadadas pela Finlândia tenham aumentado tanto, mas ao contrário do que temos sentido na pele, tenho a impressão de que por lá a população não está reclamando disso, nem pelo serviço que lhes é prestado, nem pela fonte de onde está surgindo o dinheiro.

Enfim, o curioso é que mesmo com o faturamento do estúdio sendo tão alto, o rumor é de que o SoftBank estaria estudando vender os 73% das ações que possui da empresa, fatia que está avaliada em impressionantes US$ 5 bilhões. O motivo disso seria uma queda no valor que a desenvolvedora teve recentemente e na dificuldade que estariam enfrentando ao tentar explorar o mercado japonês.

Só tenho a impressão de que nenhum brasileiro dono de empreiteira ou político terá interesse em investir na SuperCell a sua fortuna acumulada com tanto suor e esforço. Pelo jeito as coisas são muito certinhas por lá.

Fonte: Games Industry.

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