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iPhone SE: golaço da Apple

Três motivos que mostram que a decisão da Apple em criar o iPhone SE foi acertada.

21/03/2016 às 21:16

Certa vez eu escrevi um post falando sobre como as empresas simplesmente pareciam ignorar os apreciadores de smartphones com telas menores. Toda vez que um smartphone novo era lançado, o gyodai ia lá e fazia ficar gigante.

Em alguns casos, até há versões humanamente viáveis, mas quase sempre são produtos capados das principais qualidades. Processadores ruins, menos memória, armazenamento e acabamento pior. Nunca é um smartphone top de linha, sempre é um mini craque do flagship. E aí a Apple lançou o iPhone SE (dizem que o SE é de “SE eu tivesse grana, compraria”).

iPhone SE (crédito da imagem: The Verge)

iPhone SE (crédito da imagem: The Verge)

Por que foi um grande acerto da Apple lançar esse aparelho “novo”? Bem simples.

De cara, a empresa vendeu 30 milhões de unidades em 2015 com telas de 4″. Eles ainda são muito populares em mercados emergentes como o Brasil ou Índia. Foram responsáveis por 13% do total de vendas, um numero nada desprezível.

Outro fator importante: o preço. Esse brinquedo vai custar US$ 399,00 sem subsídio de operadoras. Um preço pra lá de atraente. Haverá duas versões: 16 GB por US$ 399 e 64 GB por 499 dólares. Muita gente que não “podia ter” um iPhone deve considerar ter um agora. Motivos para isso não faltam, pois além do preço esse iPhone tem praticamente o mesmo hardware do iPhone 6S (não terá o 3D Touch. Veja as especificações completas aqui). Ou seja: nada de versão menor e capenga do irmão maior. Esse apesar do tamanho terá bala na agulha.

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A usabilidade é a chave desse modelo. Smartphones pequenos atendem a demandas bem específicas do mercado: crianças e adolescentes, mulheres com mãos pequenas, idosos e pessoas com mobilidade reduzida são excelentes exemplos de potenciais consumidores desses aparelhos com telas menores. Eu tenho uma mão imensa e acho incomodo manusear aparelhos com telas de 5″ pra cima.

Se em dado momento a demanda do mercado forçou a Apple a produzir aparelhos maiores, indo de encontro ao que disse Steve Jobs quando falou que “ninguém iria comprar smartphones enormes”, parece que Jobs não estava totalmente errado. O correto seria nem todo mundo vai comprar smartphones enormes.

No fim das contas, o fantasma de Steve parece ainda rondar Cupertino e influenciar algumas decisões. Fica o recado para a concorrência: há mercado para smartphones top de linha com telas menores.

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