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Japão quer transformar a ISS na Estrela da Morte

Existem mais de 3.000 toneladas de material indesejado em órbita. São pedaços de foguetes, porcas, parafusos, motores, urina congelada... tudo isso é um risco real para navegação. Entre os vários projetos para resolver esse problema, agora é a vez do Japão, que quer equipar a ISS com lasers, e depois construir um canhão orbital.

27/04/2015 às 14:16

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A chamada Síndrome de Kessler é algo que só será possível num futuro WALL-E. Hoje ainda há lixo espacial insuficiente para que um choque gere um efeito cascata e destrua boa parte dos satélites e naves em órbita, mas nem por isso lixo espacial deixa de ser um problema, que o diga a própria ISS:

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A ISS é cheia de furinhos, causados por micrometeoritos e, talvez lixo espacial, como fragmentos de tinta e urina congelada. Há toneladas de material perdido no espaço. Em 1965 na Gemini IV Ed White conseguiu a proeza de perder uma luva. Em uma missão de reparo na ISS a astronauta  Heide Stefanyshyn-Piper conseguiu perder uma bolsa de ferramentas no valor de US$ 100 mil.

Em alguns casos a Estação Espacial tem que fazer manobras evasivas de emergência para sair do caminho de lixo espacial, mas e quando isso não é possível, ou não há tempo? O Instituto RIKEN, um laboratório de pesquisas japonês tem uma proposta no mínimo interessante.

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Só vamos mirar nos destroços, eu juro!

Eles querem levar pra ISS um protótipo, com um telescópio de 20 cm e um laser de 100 fibras. Laser de fibra é uma tecnologia onde a própria fibra óptica gera o laser, veja um bicho desses em ação.

Lasers no espaço são incrivelmente eficientes, como qualquer um de Alderaan (não) pode confirmar. Sem atmosfera para absorver a energia e refratar o raio, o laser vai seguir firme por um longo caminho.

Chegando no alvo se for algo muito pequeno, será vaporizado. Se for um pouco maior ocorrerá fenômeno de ablação, com a parte atingida parcialmente vaporizada, gerando um jato de matéria que propulsionará o objeto, idealmente retirando-o de órbita.

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Se der certo o teste utilizarão o telescópio cancelado EUSO — Extreme Universe Space Observatory, com um espelho de 3 metros, acoplarão um laser de 10 mil fibras e destruirão destroços num raio de 100 km.

No futuro querem colocar uma estação orbital própria, em órbita polar e altitude de 800 km, bem acima dos 410 km da órbita da ISS. Isso daria um alcance excelente, e com 3.000 toneladas de lixo orbital, seria uma estação muito bem-vinda.

Afinal, uma estação espacial totalmente armada e operacional, com um laser gigante, o que poderia dar errado?

giphy

Alderaan atirou primeiro!

Para saber mais: release original dos japas.

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