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Prepare o bolso: governo revela pacotão de aumento de impostos

Pacotão do governo também traz cobrança do IPI sobre cosméticos para atacadistas e aumento de impostos sobre combustíveis

20/01/2015 às 9:31

joaquim-levy

Já era esperado que o governo mandaria a conta de seus gastos exagerados e outras trapalhadas para os brasileiros mais cedo ou mais tarde, e ela chegou: o ministro da Fazenda Joaquim Levy anunciou nesta segunda-feira uma série de reajustes que afetam não só o bolso de quem compra gadgets no exterior, como também do consumidor padrão.

No total são quatro reajustes em cenários distintos que vão machucar bastante o bolso do brasileiro daqui para a frente: o primeiro deles diz respeito ao aumento do IOF nas operações de crédito: hoje, quando você realiza uma operação de débito internacional (seja com cartão, saque de dinheiro ou cheque-viagem) você paga uma alíquota de 6,38%, mas até então as operações de crédito eram taxadas em 1,5%. A partir de agora a taxa sobe para 3%, sendo acrescidos os 0,38% para cada operação, taxa instituída após o fim da CPMF.

A intenção do governo é tornar o crédito mais caro, de forma a conter o impulso consumista da população; mas claro, a taxação visa também aumentar a arrecadação e reforçar os cofres públicos (as obras da Copa e das Olimpíadas não se pagam sozinhas, you know), e os valores adicionais podem chegar a R$ 20 bilhões segundo previsão.

A segunda medida que nos afeta diretamente é o aumento na alíquota do PIS e COFINS sobre produtos importados, de 9,25% para 11,75%. Levy usou a velha desculpa do “proteger o produtor brasileiro” para aplicar o aumento e embora muita gente vá dizer “ah, mas o Brasil não produz iPhone iPad PS4 etc”, devo lembrá-los que isto também é importado:

feijao-preto

Não só o feijão, mas por conta dos custos de produção o Brasil importa boa parte dos alimentos que consome, e isso será diretamente sentido na mesa — e no bolso — do consumidor.

E não para por aí: a cobrança de CIDE (Contribuições de Intervenção de Domínio Econômico), PIS e COFINS sobre combustíveis também afetará o preço final das mercadorias que passam por nossas estradas, importadas ou não: a gasolina será taxada em R$ 0,22 o litro enquanto o diesel em R$ 0,15 o litro. A quarta medida diz sobre a cobrança de IPI sobre cosméticos também de atacadistas.

Considerando que o valor do dólar já está absurdo, trazer mercadorias de fora ficará ainda mais caro com as presentes taxas. Porém o pacotão de bondades (só que não) do governo vai afetar a todos, já que até nossa comida vai ficar mais cara. E claro, muito provavelmente não veremos o retorno desse aumento na arrecadação de impostos em mais e melhores serviços, como deveria ser.

Como sempre, parabéns a todos os envolvidos.

Fonte: UOL.

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