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Apple estaria pressionando gravadoras a sabotarem modalidade gratuita do Spotify

Apple é acusada de estar pressionando gravadoras a removerem suas músicas da modalidade gratuiita do Spotify, a fim de dar vantagem ao Beats Music

5 anos atrás

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Se lembram quando a Universal Music estaria renegociando seus contratos com o Spotify, buscando uma forma de restringir o acesso de suas músicas àqueles usuários que se utilizam da modalidade gratuita? Pois bem, tal atitude seria motivada por uma pressão vindo de cima.

De acordo com fontes apuradas pelo site The Verge, a Apple estaria apertando o cerco em torno do Spotify como uma forma de diminuir a competição com o Beats Music, seu serviço próprio.

De acordo com as informações divulgadas a Apple está procurando fazer com que o Beats Music se destaque entre seus principais concorrentes, e como ele não contará com um modo de streaming gratuito quando ele for relançado a solução seria fazer com que seus concorrentes passem a não mais oferecer músicas de graça. A gente sabe que o pessoal de Cupertino vem fazendo das suas para turbinar seus próprios produtos, e uma estratégia para reduzir o interesse público no Spotify e outros adversários não é algo muito difícil da Apple fazer, visto o que aconteceu no caso do cartel formado com editoras para prejudicar a Amazon.

Voltando ao Spotify: o serviço conta com 60 milhões de assinantes em todo o mundo, mas apenas ¼ desse número são de usuários pagantes. As gravadoras estariam sendo pressionadas pela Apple a removerem suas músicas da modalidade free, de fato inviabilizando sua manutenção e tornando o concorrente um serviço exclusivamente pago. A Universal Music seria novamente a principal gravadora nessa bagunça, que também afetaria o Google: Cupertino estaria em negociação selo para assumir as taxas de licenciamento que o YouTube paga, e em troca a gravadora removeria todo o seu acervo do YouTube.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos estaria de olhos bem abertos para a situação: executivos top das gravadoras já teriam sido ouvidos no que pode ser mais um caso de abuso de posição privilegiada no mercado por parte da Apple. Desde o caso do cartel com as editoras o órgão mantém um monitor antitruste em Cupertino, que estaria atento a esse tipo de movimento. A Comissão Europeia também está atenta.

A questão não é se os usuários não pagantes não estão rendendo dinheiro, o que não é o caso — no Spotify, cada música rende US$ 0,007 por execução — mas sim o desejo de enfraquecer os rivais para quando o Beats Music voltar à briga, algo que pode acontecer na próxima WWDC em 08/06. Procurada, a Apple não comentou o caso.

Fonte: The Verge.

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