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Três semanas com o Xbox One

Depois de passar três semanas com o Xbox One, neste texto descrevo minha experiência, citando alguns aspectos do console que me agradaram e outros que acho que precisam melhorar.

06/02/2014 às 10:30

Há algumas semanas eu tive a oportunidade de receber um Xbox One para avaliação e embora o Joel tenha escrito um excelente review do aparelho, resolvi escrever um pouco sobre minhas primeiras impressões com o novo videogame da Microsoft, apontando alguns aspectos que mais me chamaram a atenção.

Para começar, falarei um pouco sobre o que me incomodou (e continua me incomodando), que é a interface do One. Apesar de visualmente ela estar muito boa, assemelhando-se bastante a aquilo que vemos no Windows 8, talvez seja a familiaridade com o Xbox 360, mas o fato é que ainda não consegui me acostumar a maneira como as coisas funcionam no seu sucessor.

A primeira coisa que senti falta foi o menu que nos é exibido no antigo videogame ao apertarmos o botão guia. Alguns poderão dizer que aquilo era uma gambiarra que visava manter a primeira interface do 360, mas seja como for, sempre achei que a quantidade de atalhos presentes ali facilitava muito o acesso algumas funções, o que não acontece agora.

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É verdade que a maioria das áreas podem ser acessadas por comandos de voz ou se as fixarmos na tela inicial, mas temo que com o tempo ela se transforme numa grande bagunça e sinceramente, ter que dizer o nome completo de um jogo como o Ryse: Son of Rome está longe de ser algo prático. Ainda assim, eu não descartaria a possibilidade de ser apenas uma questão de costume, apesar de não conseguir ignorar a falta de informações básicas, como o tamanho dos jogos ou quanto ainda tenho de espaço no HD, problemas que deverão ser corrigidos em breve.

De qualquer forma, fico com a esperança de que a dashboard do Xbox One melhorará muito com o passar do tempo e lembrando a evolução que a Microsoft impôs ao seu console anterior, fico relativamente tranquilo em relação a esse aspecto.

Outro detalhe que me irritou um pouco foram as enorme atualizações exigidas para que os jogos funcionem. No caso do Dead Rising 3 e do Forza Motorsport 5 tive que esperar algumas horas até que uma parte dos updates fossem baixados, para então poder jogar e isso incomoda principalmente se lembrarmos que no Xbox 360 as atualizações costumavam ser bem pequenas, mas aqui novamente vale uma ressalva, pois talvez este seja o preço a se pagar para termos gráficos mais bonitos.

Passando então para o que me agradou no videogame, temos por exemplo o controle. Sempre disse que o joystick do 360 era o melhor já feito, mas a Microsoft acertou novamente e conseguiu aperfeiçoar o que já era fantástico. Tamanho, peso, ergonomia… tudo parece ter sido aperfeiçoado em relação ao anterior, inclusive trazendo um direcional digital que realmente funciona e só é uma pena ainda terem optado por pilhas e não bateria.

Além disso, dessa vez o controle possui sensores de movimentos e uma novidade que pode adicionar muito à imersão, que é a vibração nos gatilhos. Graças a ela podemos sentir a aceleração em um jogo de corrida e no caso do jogo de zumbis da Capcom, saber quando a munição de uma arma está acabando sem nem precisarmos olhar para o marcador na tela.

Também merece destaque a precisão do Kinect 2.0, assim como a integração com o SmartGlass, que embora não se faça presente em todos os títulos, permite por exemplo recebermos novas missões e termos acesso a funções do Dead Rising 3, sem falar é claro na possibilidade de controlarmos todo o console como se o smartphone ou tablet fosse um controle remoto.

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No geral, a impressão que o Xbox One me passou nestas últimas três semanas é de que a nova geração realmente chegou, mas que ela ainda deverá demorar mais alguns meses para mostrar seu verdadeiro potencial. Poder gravar e editar vídeos daquilo que jogamos, alternar rapidamente entre games e aplicativos ou ter a inteligência artificial influenciada pelos outros jogadores são melhorias muito bem vindas, mas há ainda algumas coisas que precisam ser ajustadas.

Graficamente os jogos estão bonitos, mas nada que nos faça sentir vontade de jogar o Xbox 360 ou o PlayStation 3 no lixo e mesmo a usabilidade do novo videogame precisa que algumas arestas sejam aparadas e se você não se incomoda de ver essas melhorias acontecendo com o passar do tempo, o que vale dizer, acontece até hoje com os consoles da sétima geração, então o Xbox One pode ser considerado um bom investimento.

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