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Steve Wozniak não anda muito empolgado com wearables

O co-fundador da Apple não se mostra impressionado com os atuais wearables; o Galaxy Gear conseguiu inclusive ser chamado de "inútil" por Wozniak

02/07/2014 às 13:30

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Fato: Steve Wozniak é o maior dos early adopters. Apesar de ser o co-fundador da Apple, ele é um entusiasta de tecnologia em geral e apesar de sim, reconhecer que Cupertino tem realizado grandes feitos nos últimos anos, ele é um dos primeiros a dizer sem papas na língua quando alguma coisa não o agrada. Por outro lado, ele não tem receio nenhum em consumir produtos de outros fabricantes, principalmente dispositivos Android.

Na entrevista que Woz concedeu ao Nick em 2013, ele disse estar esperando boas coisas do futuro que os dispositivos wearables poderiam trazer, mas passado um tempo e ele ter testado alguns e visualizado o que os fabricantes tem feito, sua empolgação diminuiu bastante.

Na semana passada, Woz esteve presente numa convenção em Milwaukee para falar sobre o futuro dos carros voadores (eu tenho uma opinião sobre isso, mas os fatos falam por si) e foi abordado para falar um pouco sobre o que ele acha de dispositivos como smartwatches e etc. Ele disse que nada do que ele viu até hoje o empolgou, ele já comentou na entrevisto com o Nick que gostou do Glass mas não tinha um, e só o havia testado. Hoje ele se diz fã do gadget, e que espera que os desenvolvedores justifiquem sua existência como algo útil para todos: por enquanto, na sua visão ele é mais um "gimmick" do que um dispositivo funcional.

Já com smartwatches ele não foi tão gentil. Ele disse em poucas palavras que absolutamente nada do que ele viu até hoje o empolgou. Para ele, uma experiência em que um dispositivo dependa de outro para funcionar não é algo que ele gostaria de utilizar, mas convenhamos que Woz não é um usuário padrão nem entre os geeks. Para ele o ideal seria algo que já foi tentado e não deu muito certo, e do qual os fabricantes correm como loucos: um watchphone independente, com todas as funções somente nele.

Eu quero meu smartphone aqui (no pulso), mas o quero por completo. Eu não quero apenas uma conexão Bluetooth com meu smartphone no meu bolso porque isso faz dele um acessório, um aparelho extra para utilizar algo que eu já carrego o tempo todo de qualquer forma.

De todos os modelos que ele já testou, o único que o agrada e nem pode ser chamado de smartwatch são os modelos da Martian, que exibem pequenas notificações sobre quem ligou e a mensagem, mas são relógios comuns. E houve um que o irritou: a primeira geração do Galaxy Gear, que conseguiu um recorde:

Foi o único dispositivo até hoje que eu comprei para testar e não aguentei usar por mais de um dia; eu o vendi no eBay porque ele era inútil e inconveniente. Você tinha que colar a orelha nele para utilizá-lo.

No campo de relógios, Wozniak possuía um modelo que não era smart, mas era bem curioso: um dispositivo que possuía tubos de Nixie, uma tecnologia arcaica para mostrar as horas, mas que ele achava extremamente e prático. Além disso, era algo que mais ninguém possuía, o que sempre o agradou.

Para Woz, a indústria está fazendo errado com os smartwatches e não acredita que nenhum dos que ele viu será o precursor de uma revolução, além de acreditar que a Apple será mais uma vez a que pavimentará o caminho:

Se 30 companhias estão fazendo a mesma coisa, você sabe que há algo errado. Se uma faz algo diferente e todas as outras a seguem, sob argumento de que ela fez o certo, este é o caminho para o futuro. No passado a Apple fez isso várias vezes - mas não todas as vezes. Então eu realmente acredito que ela será a grande precursora dos wearables.

Resta saber se a Apple será capaz disso e mais importante, é preciso descobrir se Cupertino vai realmente entrar nessa briga, algo que até o momento ela não deu indícios de que o fará.

Fonte: Xc.

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