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Se prepara Nicolelis, Japão quer fazer uma Robolimpíada em 2020

O primeiro-ministro do Japão quer incentivar uma área onde o país já é inovador: robôs. Pra isso está propondo uma Robolimpíada em 2020, onde a indústria local e a mundial irão competir em provas de agilidade, força e seja mais lá o que os robôs sejam bons em fazer. Tiro aos humanos, talvez.

6 anos atrás

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Fora os tentáculos uma das associações mais comuns que fazemos com o Japão são os robôs. Tanto na ficção quanto na realidade o país adora sua tecnologia, mas a triste realidade é que a robótica ainda está — apesar do Asimo — engatinhando. Em Fukushima voluntários entraram na usina para tentar conter o vazamento de radiação, ao custo de suas vidas. Nenhum robô, mesmo japonês tem agilidade para interagir com um ambiente real naquelas condições.

Para dar um gás e acelerar a tecnologia o primeiro-ministro, Shinzo Abe está propondo que junto com as Olimpíadas de verdade em 2020, Tóquio sedie também um evento onde robôs do mundo todo irão competir em provas que testarão suas habilidades técnicas, força, velocidade e provavelmente capacidade de dobrar barras de metal. Aí a atleta da Robônia vence.

A idéia é boa, se seguirem a diretriz de usar a Robolimpíada como uma vitrine de projetos, não como um fim. E se fizerem coisas mais divertidas do que robôs “jogando” futebol. Abe quer com isso triplicar o tamanho da indústria de robótica, o que é ousado mas desde o Almirante Yamamoto que todo mundo aprendeu a respeitar planos ousados japoneses.

Uma das empresas interessadas é uma tal de Cyberdyne, o que não é bom se você se chama Sarah Connor, mas produzem trajes-robôs como o HAL, um exoesqueleto para pessoas com dificuldade de locomoção. O HAL não utiliza sensores ligados ao cérebro ou mesmo detecta comandos neurais enviados aos membros, seu usuário não é alguém com paralisia, mas um idoso ou alguém com doença degenerativa, por exemplo.

Cyberdyne-HAL-exoskeleton-for-sale

A visão de Yoshiyuki Sankai, fundador da Cyberdyne é perfeita:

Não queremos que as pessoas vejam indivíduos vestindo nossos produtos e pensem ‘nossa, deve ser duro pra eles viver assim’. Queremos que as pessoas vejam o traje-robô e digam ‘uau, isso é fantástico!’”

ESSA é a visão.

Não acho que o Professor Miguel Nicolelis vá se meter em uma aventura dessas, a quantidade de aporrinhação que ele teve com a Copa do Mundo bastou, mas espero que outros pesquisadores e estudantes inspirados pelo trabalho dele participem.

Fonte: Telegraph.

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